Nome de Trump começa a ser removido do Kennedy Center após decisão judicial; entenda o caso

Remoção do Nome de Trump do Kennedy Center Inicia na Madrugada
Na madrugada deste sábado (13), trabalhadores começaram a retirar o nome do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de uma parede externa do Kennedy Center, conforme imagens capturadas por uma equipe da CNN. A ação ocorre após o centro de artes cênicas não ter cumprido o prazo determinado por um juiz federal para a remoção do nome e ter solicitado mais tempo para atender à ordem judicial.
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Os advogados do Departamento de Justiça, que representam o Kennedy Center, informaram na noite de sexta-feira que, apesar dos esforços em andamento, as tempestades na região de Washington causaram atrasos. Eles afirmaram que as equipes esperavam finalizar a remoção do nome de Trump “nas primeiras horas” deste sábado.
Decisão Judicial e Atrasos
O juiz distrital Casey Cooper havia estabelecido o prazo até as 23h59 de sexta-feira (12) para que o centro comprovasse o cumprimento da ordem judicial. Até o momento, o magistrado não havia respondido ao pedido da instituição para obter mais tempo.
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Na sexta-feira, as equipes começaram a montar andaimes sob a sinalização externa do prédio. Por volta das 2h da madrugada de sábado, os trabalhadores começaram a cobrir a estrutura com lonas, bloqueando a visão do progresso, enquanto manifestantes gritavam “Vergonha!”.
Após as 3h, as equipes aparentemente iniciaram a retirada das letras, conforme imagens registradas através de uma pequena abertura na cobertura dos andaimes. Mais cedo, um tribunal de apelações manteve a decisão que exigia a remoção do nome de Trump do edifício até o final do dia, rejeitando um pedido de suspensão temporária da instituição enquanto o processo judicial continua.
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Argumentos e Controvérsias
O tribunal não forneceu explicações sobre sua decisão em uma breve ordem sem assinatura. O painel de juízes era composto por Gregory Katsas, indicado por Trump, Patricia Millett e Robert Wilkins, ambos indicados por Barack Obama. Os magistrados solicitaram que novos argumentos escritos fossem apresentados ainda neste mês sobre o pedido do centro para suspender a decisão de primeira instância, que exige a remoção do nome de Trump de diversos locais associados ao centro.
Enquanto a disputa judicial prossegue, o centro já havia revertido a mudança em alguns locais, mas manteve na fachada as letras que formavam a inscrição “The Donald J. Trump and”, enquanto tentava evitar o cumprimento da ordem de Cooper. Em uma petição de 22 páginas apresentada ao tribunal de apelações, os advogados do Departamento de Justiça reiteraram argumentos já apresentados, incluindo que restaurar o nome original do centro poderia causar confusão ao público caso vençam posteriormente a disputa.
Protestos e Apoio à Remoção
Na tarde de sexta-feira, enquanto os andaimes eram parcialmente montados, os trabalhos foram interrompidos devido à chegada de fortes tempestades e à apresentação do pedido de suspensão da decisão à corte de apelações. Um pequeno grupo de manifestantes acompanhou a movimentação, gritando palavras de ordem como “Tirem isso daí” e, em determinado momento, chamando os trabalhadores de “heróis”.
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A deputada democrata Joyce Beatty, de Ohio, que lidera a contestação judicial, esteve presente para acompanhar os trabalhos e posar para fotos sob os andaimes. “Sabemos que estamos do lado certo da justiça e da lei”, afirmou Beatty, recebendo aplausos dos manifestantes. “Não importa o que aconteça, continuaremos lutando pela família Kennedy.”
Histórico da Sinalização e Críticas
A sinalização com o nome de Trump foi instalada em dezembro, após a aprovação do conselho de administração em homenagem ao presidente, que implementou mudanças significativas na direção e programação da instituição. Essa alteração gerou críticas da família Kennedy e resultou em ações judiciais.
Em uma reunião realizada na quinta-feira, o conselho também aprovou uma resolução elogiando a “profunda dedicação” de Trump ao centro artístico e criou o “Trump Kennedy Center Fund”.
Uma autoridade do Kennedy Center informou que o fundo visa captar recursos privados adicionais para financiar a instituição, que seriam somados aos US$ 257 milhões destinados pelo Congresso por meio da lei orçamentária conhecida como “One Big Beautiful Bill”.
Não está claro se o presidente fará alguma contribuição pessoal ao fundo que leva seu nome.
Autor(a):
Marcos Oliveira
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.



