Parlamento de Portugal rejeita projeto que aumentaria penas para crimes de racismo

A rejeição do projeto de lei em Portugal levanta questões sobre a eficácia das atuais penas para crimes de racismo. O que isso significa para a luta contra a

13/06/2026 18:46

2 min

Parlamento de Portugal rejeita projeto que aumentaria penas para crimes de racismo
(Imagem de reprodução da internet).

Parlamento de Portugal Rejeita Projeto de Lei sobre Racismo

O Parlamento de Portugal decidiu rejeitar um projeto de lei que visava aumentar as penas para crimes de racismo no país. A proposta, elaborada pelo GAC (Grupo de Ação Conjunta Contra o Racismo e a Xenofobia), contou com o apoio de aproximadamente 80 organizações da sociedade civil e mais de 35 mil assinaturas a favor.

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Atualmente, a legislação portuguesa estabelece penas de prisão que variam de seis meses a cinco anos, além de exigir que o ato discriminatório seja publicamente divulgado para ser considerado crime. O projeto que foi rejeitado sugeria mudanças no Código Penal, aumentando a pena máxima para até oito anos e eliminando a necessidade de divulgação pública da conduta discriminatória, que passaria a ser tratada como um agravante.

Além disso, a proposta ampliava a punição para outros tipos de discriminação, incluindo aquelas baseadas em nacionalidade, etnia, língua e deficiências físicas.

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Votação e Reações

A proposta foi rejeitada com votos contrários de partidos de centro-direita e da ultradireita, como o Chega, liderado por André Ventura, que foi candidato nas últimas eleições presidenciais. Os partidos de esquerda, como o Partido Socialista e o Livre, votaram a favor do texto.

Após a votação, o Grupo de Ação Conjunta Contra o Racismo e a Xenofobia se manifestou, destacando que a iniciativa buscava corrigir uma falha significativa na legislação atual, que deixa de fora diversas situações de discriminação que ocorrem no dia a dia, sem a necessidade de divulgação.

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A organização afirmou que a rejeição da proposta representa uma perda de oportunidade para fortalecer os mecanismos de combate a todas as formas de discriminação.

Além disso, a organização reiterou que a rejeição do projeto não diminui a urgência de combater o racismo nem enfraquece seu compromisso com a defesa dos direitos humanos e da igualdade.

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Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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