Netanyahu perde maioria em Israel, mas Eisenkot também não tem caminho claro para governar

Bloco do Likud cai de 68 para 50 cadeiras, e a oposição, com 70 no papel, está dividida; impasse, governo de unidade ou nova eleição são possíveis.

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Apoiadores se reúnem para acompanhar as pesquisas de boca de urna referentes a Gadi Eisenkot, líder do partido israelense Yashar, e ao atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu | Foto: Reprodução/CNN Brasil
Apoiadores se reúnem para acompanhar as pesquisas de boca de urn...
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As pesquisas de boca de urna em Israel indicam que nem Benjamin Netanyahu nem Gadi Eisenkot têm caminho claro para uma maioria que lhes permita governar. Por isso, o cenário de coalizões segue aberto, com impasse, governo minoritário, governo de unidade ou até nova eleição como possibilidades plausíveis.

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O quadro é desfavorável para Netanyahu. Seu bloco, formado por aliados ultraortodoxos e de extrema-direita, caiu de 68 para 50 cadeiras e perdeu a maioria. Mesmo assim, o Likud deve seguir como a maior legenda, com 24 cadeiras, bem abaixo das 61 necessárias em um parlamento de 120 assentos.

Netanyahu depende de uma coalizão para continuar no poder

Sem uma coalizão, Netanyahu não consegue permanecer no cargo. Ele precisa, portanto, costurar apoios em um cenário em que nenhum dos dois principais nomes aparece com folga.

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Já a oposição tem, no papel, 70 cadeiras. Na prática, porém, o bloco está fragmentado, e essa divisão dificulta a definição de um caminho comum.

Oposição soma 70 cadeiras, mas está dividida

Os partidos sionistas judaicos somam 52 cadeiras. Os partidos árabes, por sua vez, devem conquistar um recorde de 18 assentos, a maior representação árabe já registrada.

O partido Yashar, de Eisenkot, aparece como a principal força da oposição, com 22 cadeiras. Ainda assim, outros líderes do mesmo bloco descartaram um governo que dependa de apoio árabe, o que complica qualquer tentativa de tirar Netanyahu do poder.

Eleitorado árabe vai às urnas em número recorde

Os cidadãos palestinos de Israel, que representam cerca de 20% da população, costumam registrar comparecimento inferior à média nacional. Na eleição de 2022, a participação árabe ficou em 53%. Desta vez, estima-se que tenha subido para mais de 78%.

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Essa mobilização é interpretada como um voto de protesto contra o governo de Netanyahu e seus aliados de extrema-direita, entre eles o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, e o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich.

Por outro lado, o comparecimento alto eleva a exigência para as legendas menores, que terão de reunir mais votos para superar a cláusula de barreira de 3,25%.

Os números são apenas projeções de boca de urna, e o cenário pode mudar conforme os votos reais forem contabilizados ao longo da noite.

A Redação Internacional reúne a cobertura do Clique Fatos sobre os principais acontecimentos fora do Brasil. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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