Netanyahu ordena fechamento da Cisjordânia e promete operação “agressiva” após ataque em Hebron

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou o fechamento da Cisjordânia ocupada após um tiroteio em Hebron na sexta-feira e anunciou que as FDI (Forças de Defesa de Israel) vão adotar um modelo “agressivo” dentro das cidades palestinas.
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Ele também prometeu ampliar o número de assentamentos israelenses no território.
Ainda não se sabe quando o fechamento passa a valer nem por quanto tempo será mantido. Israel já impôs “cerco total” a Hebron, e Netanyahu afirmou que as cidades de Hebron e Halhul estão sendo isoladas.
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Ataque a posto de controle deixa cinco feridos
Na manhã de sexta-feira, dois homens armados palestinos abriram fogo contra um posto de controle militar israelense. Pelo menos cinco pessoas ficaram feridas, duas delas em estado crítico. Os atiradores foram mortos depois do ataque.
Imagens gravadas no local mostram um confronto armado que se estendeu por vários minutos, com sucessivas rajadas de tiros. Em um vídeo da Reuters, um socorrista israelense grita que os disparos já duravam pelo menos 20 minutos e que estava difícil retirar os feridos.
O episódio aconteceu apenas quatro dias antes das eleições em Israel, as primeiras desde o ataque liderado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023. A votação é vista como um teste importante para Netanyahu, que tenta se apresentar como um líder linha-dura em segurança.
Netanyahu promete operação de casa em casa na Cisjordânia
Em comunicado, o premiê detalhou como as tropas devem agir. “As FDI entrarão nos bairros de onde os terroristas saíram, evacuarão os moradores, irão de casa em casa e destruirão a infraestrutura terrorista. Estamos preparados para uma ampla operação na Judeia e Samaria”, disse.
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Segundo Netanyahu, pontos urbanos serão destruídos. “Vamos fazer algo que ainda não foi feito: implementar o modelo bem-sucedido e agressivo que usamos nos campos de refugiados”, afirmou.
Ele indicou que a estratégia pode se espalhar. “Ao mesmo tempo, estamos isolando as cidades de Hebron e Halhul. Vamos considerar a ampliação desse modelo para outras cidades também. Vamos demolir em ritmo acelerado as construções ilegais ao longo das rotas. Elas representam uma ameaça às nossas forças.”
Governo legalizou 104 postos avançados desde 2022
Desde que Netanyahu voltou ao poder, em dezembro de 2022, o governo tem incentivado os assentamentos na Cisjordânia com investimento financeiro e logístico. No período, foram criados mais 267 postos avançados ou acampamentos, e outros 104 foram legalizados, segundo apuração da CNN.
O movimento dos colonos, considerado ilegal pela comunidade internacional, recebe apoio direto do governo israelense. “Mais de cem novas comunidades que estamos construindo e legalizando aqui mesmo, e não apenas aqui. E, claro, mais de cem fazendas. Vamos destruir as infraestruturas terroristas e estabelecer cada vez mais comunidades”, declarou Netanyahu.
Editoria:
Redação Internacional
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