“Seremos inflexíveis com os saqueadores”, diz Nuñez ao mobilizar 70 mil agentes na França

Prefeitos analisam cada ato deste sábado (24), após protestos que reuniram 500 mil pessoas, deixaram dois mortos e levaram a mais de 2 mil prisões na França.

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Incêndio consome objetos enquanto policiais fazem a guarda durante distúrbios civis em Paris, França
Incêndio consome objetos enquanto policiais fazem a guarda duran...
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O ministro do Interior da França, Laurent Nuñez, anunciou na sexta-feira (23) que o país vai colocar 70 mil policiais e integrantes da Gendarmaria Nacional nas ruas no sábado (24), dia de manifestações previstas em todo o território francês.

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Segundo o ministro, o esquema de segurança será “extremamente móvel, ágil e contundente”, com equipes em terra e no ar. A Gendarmaria é uma força de natureza militar que também atua no policiamento das ruas.

RAID, GIGN, helicópteros e drones no reforço

O dispositivo inclui unidades especiais como o RAID, o GIGN e a BRI. Helicópteros e drones também vão apoiar o trabalho das equipes.

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Nuñez prometeu rigor contra saques e depredações. “Seremos inflexíveis com os saqueadores e os vândalos. As instruções que dei são para agir com a maior firmeza possível”, disse.

O ministro voltou a afirmar que as autoridades manterão uma postura firme diante dos protestos.

Prefeitos vão decidir se atos serão autorizados

Depois dos vários incidentes da semana passada, os prefeitos regionais estão analisando cada manifestação, notificada oficialmente ou não. Cabe a eles decidir quais atos poderão acontecer.

De acordo com Nuñez, a medida se justifica pelo “risco muito elevado de distúrbios da ordem pública.”

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Protesto de 17 de maio levou 500 mil às ruas

A nova onda de manifestações foi convocada após a mobilização do sábado (17), que reuniu 500 mil pessoas contra a proposta de cortes no orçamento do governo e a insatisfação com o cenário econômico e político do país.

Nos confrontos com a polícia, mais de 2 mil pessoas foram presas por atos de vandalismo, e duas pessoas morreram. O governo impôs toque de recolher parcial em diferentes regiões, incluindo bairros de Paris mais afetados pelos estragos.

Nesta semana, o presidente Emmanuel Macron proibiu qualquer ato não sindical. Ele alegou que o partido de esquerda França Insubmissa teria planos de uma insurreição capaz de derrubar o governo atual.

A Redação Internacional reúne a cobertura do Clique Fatos sobre os principais acontecimentos fora do Brasil. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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