Nasdaq sobe após o pior tombo desde abril de 2025, mas ainda perde 3,37% na semana

Ações de chips como Micron (+5,12%) e Nvidia (+2,78%) recuperam parte das perdas, enquanto o payroll forte reforça apostas de alta de juros do Fed em dezembro.

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A live feed shows SpaceX CEO Elon Musk on the day of SpaceX’s initial public offering (IPO) at the Nasdaq MarketSite, in New York City, U.S., June 12, 2026. REUTERS/Jeenah Moon
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As bolsas de Nova York fecharam a sexta-feira (6) sem direção única, mas acumularam forte queda na semana. Ações de chips atraíram compras de parte dos investidores, que aproveitaram a baixa após o pior tombo intradiário do Nasdaq desde abril de 2025, registrado na véspera.

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Dow Jones cai e Nasdaq sobe no pregão

O Dow Jones recuou 0,46%, aos 51.285,73 pontos, e perdeu 0,94% na semana. O S&P 500 subiu 0,31%, a 7.376,86 pontos, mas ainda acumulou desvalorização de 2,68% no período. O Nasdaq terminou com alta de 1,09%, nos 24.579,42 pontos, embora tenha somado recuo de 3,37% na semana.

Na véspera, o receio de uma desaceleração na construção de data centers pesou sobre Wall Street, depois das vitórias democratas na Câmara, no Senado e em governos estaduais considerados estratégicos. Na sexta-feira, porém, os principais índices voltaram a subir, num movimento que pode representar apenas uma correção.

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Micron e Nvidia recuperam terreno após quedas

As ações da Micron Technology avançaram 5,12%, depois de despencarem 17% na quinta-feira. A Nvidia subiu 2,78%, na sequência de uma queda de 9% no dia anterior, e voltou ao território positivo no ano.

Energia lidera perdas semanais do S&P 500

Na direção oposta, o setor de energia do S&P 500 foi o que mais perdeu na semana entre os 11 segmentos do índice. O grupo encolheu cerca de 12% no período, quase o dobro do tombo do segundo pior desempenho, o de tecnologia da informação.

Payroll acima do esperado pesa nas apostas de juros

Os investidores também reagiram ao payroll de setembro, que veio bem acima das previsões, ao mesmo tempo em que a taxa de desemprego caiu. Para a Capital Economics, a força do mercado de trabalho americano em outubro torna mais provável um aumento de juros pelo Federal Reserve (Fed)em dezembro.

Mary Daly, presidente do Fed de São Francisco, disse na sexta-feira que o banco central americano pode ter de apertar ainda mais a política monetária para concluir o controle da inflação. Ela reconheceu, porém, que a taxa de juros já parece “modestamente restritiva” em alguns cálculos tradicionais.

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