Nasdaq sobe 1,42% e Wall Street reage após tombo de 5,52% provocado pelo temor com regras para a IA

As bolsas de Nova York ensaiaram uma recuperação na sexta-feira (6), depois de uma queda forte que tomou os mercados americanos na quinta-feira (5). As ações de tecnologia, que puxaram as perdas do dia anterior, voltaram a atrair compradores, mas o movimento ainda é parcial.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Às 15h34 (horário de Brasília), o Nasdaq subia 1,42%, aos 24.659,17 pontos, e o S&P 500 avançava 0,73%, aos 7.407,26 pontos. O Dow Jones, por outro lado, cedia 0,03%, aos 51.509,82 pontos.
Quedas de quinta-feira foram as maiores desde abril de 2025
Na quinta-feira (5), o Nasdaq despencou 5,52%. O S&P 500 perdeu 4,36% e o Dow Jones recuou 3,44%. Os três índices tiveram suas maiores quedas diárias desde abril de 2025.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A venda se concentrou em companhias de tecnologia e de semicondutores. Segundo dados da Bloomberg, as Sete Magníficas, grupo formado por Nvidia, Alphabet, Amazon, Meta, Microsoft, Apple e Tesla, perderam cerca de US$ 1 trilhão em valor de mercado somente na quinta-feira.
Temor sobre o futuro da inteligência artificial pesou nos negócios
O gatilho foi a preocupação com o rumo da inteligência artificial (IA) nos Estados Unidos. Os democratas saíram fortalecidos nas eleições de meio de mandato, as chamadas midterms, e isso reacendeu o receio de regras mais duras para o setor.
Investidores também temem obstáculos à instalação de data centers, estrutura considerada indispensável para o avanço da tecnologia. O Texas entrou no centro desse debate por abrigar um dos principais polos desses equipamentos no país. A governadora eleita do estado, Gina Hinojosa, defendeu a suspensão de novos projetos até que haja proteções para a população.
Na avaliação do UBS, a queda reflete sobretudo dúvidas sobre custos e ritmo de expansão dos data centers, e não uma piora súbita nas perspectivas de longo prazo da IA.
Dados do emprego reforçam juros altos e sustentam o dólar
A volta de investidores às ações mais castigadas na véspera ajudou na recuperação, sobretudo entre as fabricantes de semicondutores. Também pesaram os números do mercado de trabalho americano. Os Estados Unidos criaram 165 mil vagas em outubro, acima das 59 mil previstas pelo mercado.
A taxa de desemprego caiu de 4,2% para 4,1%, e o resultado de setembro subiu de 29 mil para 60 mil postos.
Com um emprego aquecido, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) tende a manter os juros elevados para conter a inflação. Por isso, os títulos do Tesouro americano recuaram e o dólar ganhou força. O índice DXY subia 0,64%, aos 102,24 pontos, e o rendimento dos títulos de dez anos foi de 4,839% para 4,868%.
O próximo teste será o índice de preços ao consumidor (CPI) de outubro, previsto para a semana que vem. Segundo o CIBC Economics, se o núcleo da inflação não melhorar, o banco central poderá elevar os juros em 0,25 ponto percentual em dezembro.
Mesmo com a alta desta sexta-feira, a recuperação não apaga as perdas acumuladas na semana.
Editoria:
Redação Economia
A Redação Economia reúne a cobertura do Clique Fatos sobre economia, negócios, mercado financeiro, agronegócio e finanças pessoais. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



