Nasa busca empresas para elevar o Hubble antes que o telescópio caia na Terra

A Nasa abriu uma consulta ao setor privado para encontrar alternativas que evitem a queda do Telescópio Espacial Hubble na Terra, prevista para os próximos anos. A agência busca tecnologias para elevar a órbita do observatório, fazer reparos ou conduzir o encerramento seguro da missão.
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As empresas interessadas podem apresentar propostas até as 15h de 30 de novembro, no horário do leste dos Estados Unidos. A iniciativa ainda está em avaliação e não significa que a Nasa tenha aprovado uma missão.
Hubble pode reentrar na atmosfera entre 2033 e 2034
Após mais de 35 anos de descobertas científicas, o telescópio perde altitude aos poucos. Ele orbita a aproximadamente 470 quilômetros da superfície terrestre, onde partículas de gases atmosféricos provocam atrito e reduzem gradualmente sua velocidade e altitude.
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O Hubble não tem um sistema de propulsão para corrigir a própria órbita. Segundo estimativas da Nasa, há 10% de probabilidade de reentrada até setembro de 2032. A chance chega a 50% até dezembro de 2033, e uma missão para elevar o observatório precisaria ocorrer até 2032.
Nasa considera elevar a órbita ou encerrar a missão
Uma das alternativas é enviar uma espaçonave para elevar o Hubble dos atuais 470 quilômetros para pelo menos 600 quilômetros de altitude. A mudança reduziria o atrito atmosférico e poderia manter o telescópio em operação por mais alguns anos.
Outra possibilidade combina a elevação orbital com serviços de manutenção para corrigir problemas técnicos e melhorar o desempenho dos sistemas. A terceira prevê conduzir o observatório a uma reentrada controlada na atmosfera terrestre, reduzindo os riscos associados à queda.
A Nasa ainda vai avaliar as propostas por viabilidade técnica, custos e possíveis benefícios científicos. A consulta não representa um compromisso de contratar uma missão.
Propostas anteriores não avançaram
Em setembro de 2022, a Nasa firmou um acordo com a SpaceX para estudar o uso de uma cápsula Crew Dragon em uma missão de manutenção. A iniciativa também envolveu Jared Isaacman, atual administrador da Nasa. Naquele ano, outra consulta ao setor privado recebeu oito propostas.
Em junho de 2024, a agência decidiu não seguir com nenhuma das alternativas. A decisão levou em conta riscos técnicos que poderiam comprometer o funcionamento do telescópio e causar a perda prematura de dados científicos.
Na mesma época, problemas em um dos giroscópios levaram o Hubble a operar com apenas um desses componentes, que ajudam a controlar sua orientação. Apesar das limitações, o observatório continua produzindo dados científicos; sua última missão tripulada de manutenção ocorreu em 2009, com um ônibus espacial.
Nasa avalia capacidades da indústria comercial
Jared Isaacman afirmou que a agência deve avaliar oportunidades economicamente viáveis para manter o observatório em funcionamento pelo maior tempo possível. Nicky Fox, administradora associada da Diretoria de Missões Científicas da Nasa, citou avanços recentes da indústria comercial em tecnologias de captura e manutenção de satélites.
A nova consulta busca identificar quais dessas capacidades podem ser aplicadas ao Hubble antes que sua órbita diminua ainda mais. As empresas têm até 30 de novembro para enviar respostas, que servirão de base para a avaliação dos próximos passos.
Editoria:
Redação Tecnologia e Games
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