Agronegócio: mulheres superam homens entre formados em cursos da área

A participação das mulheres no agronegócio brasileiro cresceu nos últimos anos, mas elas ainda enfrentam barreiras para acessar crédito, tecnologia e terra. Levantamento inédito do setor mostra que, apesar de representarem uma fatia cada vez maior do trabalho no campo, as mulheres seguem com menos oportunidades de financiamento e liderança nas propriedades rurais.
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O estudo, que ouviu produtoras de diferentes regiões do país, aponta que a presença feminina na gestão das fazendas avançou, mas o reconhecimento e o apoio financeiro não acompanharam o mesmo ritmo. A pesquisa detalha os principais gargalos e também os caminhos apontados pelas próprias mulheres para ampliar espaço no agronegócio.
Participação feminina cresce, mas acesso a crédito ainda trava
Os números mostram avanço, mas também expõem desigualdades. Segundo o levantamento, as mulheres já respondem por uma fatia relevante da produção agropecuária brasileira, mas seguem com acesso limitado a linhas de crédito e assistência técnica.
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O estudo aponta que, apesar do crescimento da participação feminina no campo, a maioria dos financiamentos ainda é contratada por homens. Entre os fatores citados estão a falta de garantias em nome das mulheres e o baixo reconhecimento do trabalho delas na gestão das propriedades.
A pesquisa também indica que a presença feminina cresce em atividades como a produção de alimentos para consumo próprio e a venda em mercados locais. Em algumas regiões, elas já respondem por parte relevante da renda familiar, mas seguem com acesso limitado a políticas públicas específicas. ## O que dizem os números Os dados levantados mostram que as mulheres são a maioria em parte da força de trabalho agrícola, mas seguem minoria entre os donos de terra.
A diferença aparece também no acesso ao crédito rural e na assistência técnica, segundo o estudo. O levantamento aponta ainda que a desigualdade se aprofunda quando o recorte é por raça. Mulheres negras estão entre as que têm menos acesso a financiamento e a programas de apoio, o que reforça a necessidade de políticas voltadas a esse público. ## Quem são as mulheres do campo O perfil traçado pelo estudo indica que a maioria das mulheres que trabalham no campo tem entre 25 e 44 anos.
A maior parte atua na agricultura familiar, com renda média abaixo da registrada entre os homens no mesmo setor. A pesquisa também mostra que elas chefiam cerca de 19% dos estabelecimentos agropecuários do país. O número, ainda que menor do que o ideal, representa avanço frente a levantamentos anteriores. ## Desafios e próximos passos Apesar dos avanços, o estudo aponta que as mulheres ainda enfrentam obstáculos para acessar crédito, terra e assistência técnica.
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A desigualdade de renda também segue: na agropecuária, elas recebem, em média, 72% do salário dos homens, segundo o levantamento. Especialistas ouvidos na pesquisa defendem políticas públicas específicas para ampliar a participação feminina no setor.
O levantamento integra um conjunto de dados que o governo pretende usar para orientar novas ações de apoio às mulheres no campo.
Editoria:
Redação Economia
A Redação Economia reúne a cobertura do Clique Fatos sobre economia, negócios, mercado financeiro, agronegócio e finanças pessoais. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



