Mulheres Quilombolas Reúnem em Brasília Desafios Climáticos e Luta por Territórios

Encontro de Mulheres Quilombolas Discute Desafios Climáticos e Direitos Territoriais
Em Brasília, entre os dias 10 e 14 de junho, mais de 500 lideranças quilombolas se reúnem para celebrar os 30 anos da Conaq. O evento, que ocorre no centro do país, aborda questões cruciais como as mudanças climáticas, a proteção dos territórios e o fortalecimento das lideranças comunitárias.
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A iniciativa busca garantir que as comunidades quilombolas, especialmente as mulheres, continuem a defender seus direitos e modos de vida tradicionais.
A programação do encontro combina debates políticos, troca de experiências e celebração da cultura quilombola. A preocupação com os impactos das mudanças climáticas nas comunidades tradicionais é um ponto central, com discussões sobre secas, alterações nos ciclos produtivos e ameaças aos modos de vida.
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Uma das iniciativas lançadas é a “Construída”, que visa oferecer proteção e apoio às mulheres que atuam na defesa de seus territórios.
Selma Dealdina Mbaye, articuladora política da Conaq, enfatiza que a luta pelo reconhecimento dos territórios quilombolas está intrinsecamente ligada à proteção da vida e da memória dessas comunidades. A discussão sobre o clima ganha destaque no segundo dia do evento, com o lançamento da publicação “Vozes Quilombolas”, que reúne reflexões e experiências de mulheres que acompanham os efeitos das transformações ambientais em seus territórios.
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A feira de saberes tradicionais valoriza a diversidade da produção quilombola, com a participação de agricultoras, artesãs e outras profissionais.
Rosalina dos Santos, coordenadora nacional da Conaq pelo Piauí, destaca a importância do encontro como um momento de celebração da trajetória das mulheres quilombolas. O evento reforça um processo de articulação política que se estende por três décadas, com o objetivo de garantir a continuidade da luta por justiça climática, reparação e democracia.
As mulheres quilombolas, unidas na defesa de seus territórios, da memória ancestral e do direito de produzir vida em seus quilombos, continuam a ser um exemplo de resistência e resiliência.
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Autor(a):
Marcos Oliveira
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.



