Fiepa critica debate sobre escala 6×1 e alerta para impactos econômicos; o que vem a seguir?

Alex Carvalho, da Fiepa, critica a superficialidade do debate sobre a escala 6×1 e alerta para os impactos econômicos que a mudança pode trazer. Quais serão as

13/06/2026 14:01

2 min

Fiepa critica debate sobre escala 6×1 e alerta para impactos econômicos; o que vem a seguir?
(Imagem de reprodução da internet).

Críticas ao Debate sobre a Escala 6×1

Em uma entrevista exclusiva à CNN Money, Alex Carvalho, representante da Fiepa (Federação das Indústrias do Estado do Pará), expressou sua insatisfação com a maneira como o debate sobre o fim da escala 6×1 tem sido conduzido. Segundo Carvalho, a discussão tem se mostrado superficial e com forte apelo eleitoral, em vez de priorizar uma análise técnica mais aprofundada.

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Ele destacou que a tramitação da proposta na Câmara dos Deputados ocorreu sem o embasamento necessário. “Existe um nós contra eles de forma desnecessária”, afirmou.

Carvalho enfatizou que defender uma abordagem mais cautelosa e detalhada não significa ser contra os trabalhadores, mas sim agir com responsabilidade em relação aos possíveis efeitos de uma mudança aprovada de maneira precipitada. O principal ponto de preocupação do setor industrial são os impactos econômicos que essa medida pode acarretar.

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Impactos Econômicos da Proposta

Com base em estudos realizados pelo Observatório da Indústria do Estado do Pará, Carvalho alertou que a proposta, nos moldes aprovados pela Câmara, poderia aumentar os custos em 13% na construção civil e em 11% na indústria de transformação. Ele argumentou que esse aumento acabaria sendo repassado aos consumidores, afetando toda a sociedade.

Frente a esse cenário, Carvalho expressou a expectativa de que o Senado conduza uma discussão mais madura sobre o tema. Ele mencionou a proposta do senador Rogério Marinho como uma alternativa que amplia a flexibilidade nas relações de trabalho, reforçando o princípio de que o negociado deve prevalecer sobre o legislado.

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Segundo ele, essa iniciativa conta com o apoio de mais de 40 senadores.

Considerações sobre a Constituição

Questionado sobre a possibilidade de incluir mudanças na jornada de trabalho na Constituição, Carvalho considerou que esse não seria o instrumento mais adequado. Para ele, constitucionalizar o tema pode resultar em rigidez excessiva e efeitos negativos difíceis de reverter, especialmente em um cenário de crescente competição global.

O representante da Fiepa também destacou uma contradição entre o discurso de reindustrialização do país e as medidas que, em sua visão, diminuem a competitividade do setor produtivo. Ele citou fatores como a instabilidade geopolítica, as altas taxas de juros e os desafios da economia global como razões para um debate mais técnico e equilibrado.

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O pleito da entidade, que conta com o apoio de mais de 3 mil organizações, é que o tema seja discutido com calma, parcimônia e fundamentação em dados concretos, longe das pressões do calendário eleitoral.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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