Mulheres do MST encerram protesto em Tumiritinga após Samarco anunciar reflorestamento

Mobilização de cerca de 700 mulheres paralisou trens por 24 horas e garantiu plano de reflorestamento de 2 mil hectares.

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Foto: Reprodução
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Mobilização de Mulheres do MST Garante Reflorestamento e Indenizações em Tumiritinga

Após 24 horas de paralisação dos trens em Tumiritinga (MG), liderada por aproximadamente 700 mulheres do Movimento de Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a mineradora Samarco anunciou um plano de reflorestamento de 2 mil hectares de áreas afetadas pela empresa.

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A ação, iniciada na segunda-feira (9), buscava pressionar por uma reparação mais efetiva pelos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em Mariana em 2015.

O protesto, que se encerrou nesta terça-feira (10), surgiu da insatisfação com a falta de compensação integral após mais de uma década do desastre. O rompimento da barragem, considerado o maior desastre socioambiental do Brasil, resultou no lançamento de 30 milhões de metros cúbicos de rejeitos na bacia do Rio Doce, que se espalhou por cerca de 600 quilômetros, atingindo Minas Gerais e Espírito Santo e causando graves impactos ambientais e sociais.

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Questão Ambiental e Necessidade de Restauração

O MST destaca que a necessidade de restauração ambiental se estende a pelo menos 5,7 mil hectares, muito superior aos 2 mil hectares inicialmente prometidos pela Samarco. A lama contaminou nascentes e destruiu comunidades inteiras, evidenciando a complexidade da situação e a urgência de ações mais abrangentes.

A mineradora, Vale e BHP, responsáveis pelo incidente, não foram totalmente responsabilizadas pelo desastre.

Conquistas e Persistência na Luta

Apesar das dificuldades, a mobilização das mulheres do MST conquistou a garantia do pagamento de indenizações individuais e o avanço nas negociações com a mineradora. No entanto, o movimento ressalta que ainda existem muitas reivindicações pendentes, como a continuidade do reflorestamento e o acesso à água potável para as famílias afetadas. “As medidas representam um passo importante na reparação ambiental e na dignidade das famílias, embora ainda estejam longe de abarcar todas as reivindicações”, afirmou o MST em nota.

A luta, segundo o movimento, continuará, com foco na garantia de um futuro para as famílias e na restauração da área.

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Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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