A 22 °C, o corpo das mulheres já gasta mais energia para produzir calor; nos homens, a 23 °C

A diferença de cerca de 1 °C indica que os organismos podem adotar estratégias distintas para manter a temperatura corporal.

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Mulher com suéter de tricô creme, mangas longas e volumosas, abraçando-se suavemente. Detalhe da textura do tecido e das mãos com anéis, em fundo claro e desfocado | Foto: Reprodução/Superinteressante
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Mulheres tendem a preferir ambientes mais quentes e a relatar desconforto térmico com mais frequência do que homens, segundo estudos sobre temperatura e percepção de conforto. As diferenças podem estar relacionadas tanto à forma como o corpo produz calor quanto à maneira como cada pessoa percebe o ambiente.

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Uma revisão científica de 2025 apontou que, em média, mulheres têm menos massa muscular e menor gasto energético em repouso. Como os músculos também produzem calor quando o corpo está parado, esses fatores podem contribuir para que mudanças de temperatura incomodem algumas mulheres antes dos homens.

Estudos encontraram diferenças na percepção de temperatura

Uma pesquisa de 2007 entrevistou 3.094 pessoas na Finlândia e realizou experimentos em condições controladas. As participantes disseram ficar menos satisfeitas com a temperatura dos ambientes e preferir locais mais quentes, em média.

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Elas também relataram desconforto térmico com mais frequência, tanto ao sentir frio quanto ao sentir calor. O resultado sugere que eram mais críticas em relação à temperatura do ambiente, mas não explica sozinho o motivo.

Já um estudo de 2023 reuniu homens e mulheres jovens, saudáveis e magros e os expôs a temperaturas entre 17 °C e 31 °C. Os pesquisadores investigaram se as mulheres sentem mais frio ou se o organismo delas responde de outra maneira às baixas temperaturas.

Corpos começaram a produzir calor em temperaturas diferentes

O estudo observou que o corpo das mulheres começava a gastar mais energia para produzir calor quando a temperatura ambiente chegava a aproximadamente 22 °C. Entre os homens, essa reação começava por volta de 23 °C.

A diferença não significa necessariamente que as mulheres sentiam menos frio. Ela indica que os organismos podem usar estratégias distintas para manter a temperatura corporal.

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Os dois estudos analisam aspectos diferentes: um trata da regulação da temperatura pelo corpo; o outro, da percepção e do conforto térmico. Outros trabalhos também investigam fatores como as roupas usadas e a quantidade de gordura corporal.

Revisão aponta fatores, mas não define uma causa única

Ao reunir resultados de diversos estudos, a revisão científica de 2025 observou que, em média, mulheres têm menos massa muscular e menor gasto energético em repouso do que homens. Como os músculos geram calor mesmo sem exercício, essas diferenças podem reduzir o calor disponível para aquecer o corpo.

Ainda assim, os resultados variam: alguns estudos não encontram diferenças significativas relacionadas ao gênero. A pesquisa também não determina quanto cada fator contribui para a sensação de frio, especialmente em situações cotidianas, como escritórios.

A Redação Variedades reúne a cobertura do Clique Fatos sobre horóscopo, comportamento e curiosidades. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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