MST promove Festival da Colheita do Arroz em Buritis com projeto orgânico

MST faz o primeiro Festival da Colheita do Arroz no Assentamento Mãe das Conquistas, em Buritis (MG), e lança projeto de arroz orgânico.

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Foto: Reprodução

Assentamento em Buritis Recebe Festival da Colheita do Arroz com o MST-DF

O Assentamento Mãe das Conquistas, localizado em Buritis (MG), está se preparando para receber o primeiro Festival da Colheita do Arroz, organizado pelo MST-DF e Entorno. O evento, marcado para o sábado (21), reunirá trabalhadores rurais, representantes de instituições parceiras e visitantes interessados em celebrar a produção coletiva de alimentos orgânicos.

A iniciativa representa um marco importante para a região, impulsionando o desenvolvimento da agricultura familiar.

Projeto de expansão da produção de arroz

Segundo Marco Baratto, dirigente do MST-DF e Entorno, o festival simboliza o início de um projeto ambicioso de produção de arroz orgânico. O projeto, em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), visa adquirir 70 quintais de arroz cultivados diretamente pelos assentados da região, inicialmente provenientes do noroeste mineiro.

Baratto explicou que o projeto, com um investimento de 1,5 milhão de reais, busca expandir a produção para outras áreas, fortalecendo a economia local.

Objetivos e perspectivas futuras

A meta do projeto é transformar o assentamento em um polo de produção de arroz irrigado e de sequeiro, com potencial para beneficiar entre 200 e 250 hectares no próximo ano. Além disso, a iniciativa busca consolidar a produção orgânica, garantindo que os produtos cheguem às cidades como resultado da luta pela reforma agrária.

A organização do evento também visa a articulação com órgãos governamentais, como o Incra e o MDA, além de deputados federais, buscando fortalecer a produção e garantir o acesso ao mercado.

Inovação e tradição na produção

Para demonstrar o avanço tecnológico no processo produtivo, a festa contará com demonstrações do uso de pequenas máquinas colheitadeiras, conhecidas como “chinesas”. A escolha deste modelo busca inspirar-se em modelos históricos de produção, estabelecendo uma tradição anual de valorização da agricultura familiar, da solidariedade e da produção agroecológica.

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O evento visa fortalecer a identidade do assentamento e sua contribuição para a segurança alimentar da região.

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