MST ocupa órgãos em 2026: luta por reforma agrária e políticas no campo!

MST mobiliza o país em 2026! O que está por trás das ocupações em Maceió, Imperatriz e Presidente Prudente? Saiba mais!

16/04/2026 10:19

4 min

MST ocupa órgãos em 2026: luta por reforma agrária e políticas no campo!
(Imagem de reprodução da internet).

Mobilizações Nacionais do MST e Apoio à Reforma Agrária em 2026

Nesta quarta-feira, dia 15, centenas de trabalhadores e trabalhadoras organizados pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizaram ocupações em diversas cidades do país. As ações visaram denunciar a lentidão na implementação de políticas voltadas ao campo, tanto em acampamentos quanto em assentamentos da reforma agrária.

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Em Maceió, capital de Alagoas, cerca de 400 pessoas ocuparam a superintendência do Incra. Os manifestantes planejam permanecer no local até que suas reivindicações sejam devidamente ouvidas e encaminhadas pelo órgão.

Demandas em Diferentes Regiões Brasileiras

Em Alagoas, Renildo Gomes, da coordenação nacional do MST, enfatizou o objetivo de retomar as pautas dos acampamentos e assentamentos. Ele busca que haja um avanço visível das demandas já conhecidas pela superintendência local.

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A mobilização em Maceió contou com a presença de diversas entidades, incluindo a Comissão Pastoral da Terra (CPT), Frente Nacional de Luta (FNL), Movimento Popular de Luta (MPL), Movimento Social de Luta (MSL), Movimento Via do Trabalho (MVT) e Movimento Terra Livre.

Ações em Maranhão e Rio de Janeiro

No Maranhão, mais de 250 pessoas, compostas por famílias acampadas e assentadas, ocuparam a sede do Incra em Imperatriz. Divina Lopes, coordenadora do MST no Maranhão, defendeu a causa da terra e do território.

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As principais pautas reivindicadas no Maranhão são o assentamento das famílias acampadas e a garantia de crédito e infraestrutura para aquelas já assentadas.

Em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, cerca de 120 militantes do MST ocuparam a sede do Incra. Eles lutam por terra, dignidade e pela concretização da Reforma Agrária Popular para 376 famílias do Acampamento 15 de Abril.

Pressão em São Paulo e Sergipe

Em São Paulo, a pressão chegou à Procuradoria-Geral do Estado, em Presidente Prudente. Cerca de 200 militantes do MST ocuparam o local, exigindo que o governo estadual destine terras públicas à Reforma Agrária.

A manifestação paulista também denuncia a situação de famílias que aguardam há mais de duas décadas em acampamentos. Paralelamente, em Sergipe, o coletivo de juventude do MST realizou um escracho contra a empresa Iguá, responsável pelo saneamento local.

Pautas Amplas e Lutas por Direitos Básicos

A jornada de lutas se estendeu por outras frentes. No Ceará, aproximadamente 500 trabalhadores do MST ocuparam a Fazenda Córrego, em Madalena. Lá, o movimento reivindica a desapropriação de duas propriedades.

Uma das demandas é usar a Fazenda Córrego, com 300 hectares, para construir moradias populares via Minha Casa, Minha Vida. A outra é a Fazenda Teotônio, com mais de 11 mil hectares, para fins de reforma agrária, beneficiando 500 famílias.

Outras Mobilizações Relevantes

No extremo norte do Tocantins, famílias do acampamento Irmã Dorothy ocuparam o Loteamento Praia Chata, denunciando o abandono dessas áreas e criticando a especulação imobiliária sobre terras camponesas.

Em Brasília, 300 militantes do MST participaram da Marcha da Classe Trabalhadora. As pautas incluíram a redução da jornada sem perda salarial, o fim da escala 6×1 e a regulamentação do trabalho por aplicativos.

Marcha da Classe Trabalhadora e Caminhada pela Reforma Agrária

A luta dos sem-terra se articula com os trabalhadores urbanos. Além da marcha em Brasília, os manifestantes participarão de uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal a partir das 17h.

Na Bahia, a marcha estadual pela Reforma Agrária chegou em Salvador, após oito dias de caminhada. Dois mil sem-terra protestaram contra a impunidade após 30 anos do massacre de Eldorado do Carajás.

Os manifestantes apresentaram ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) pautas construídas coletivamente para 2026, buscando definir um calendário de execução com prazos concretos para transformar as demandas em realidade.

Isaias Nascimento, da Coordenação Nacional do MST na Bahia, ressaltou que a reforma agrária popular propõe um novo modelo de desenvolvimento, focado na democratização da terra e na produção de alimentos saudáveis.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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