Dia das Cozinhas Solidárias é Lei no RS! Saiba o que muda para a fome em 2026

Dia das Cozinhas Solidárias e Comunitárias é Oficial no Rio Grande do Sul
As cozinhas solidárias e comunitárias, que ganharam destaque no combate à fome e na resposta às enchentes históricas de 2024, receberam um reconhecimento oficial no Rio Grande do Sul. Foi sancionada uma lei que institui o Dia das Cozinhas Solidárias e Comunitárias, a ser celebrado anualmente em 3 de maio no estado.
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Reconhecimento Legislativo e o Papel Popular
A iniciativa, de autoria do deputado estadual Adão Pretto Filho (PT), inscreve a data no Calendário Oficial de Eventos e Datas Comemorativas do Rio Grande do Sul. O objetivo é valorizar o papel crucial dessas iniciativas populares na manutenção do direito à alimentação na comunidade.
A Memória das Enchentes de 2024
A escolha da data, 3 de maio, remete ao período em que Porto Alegre e outras cidades gaúchas foram mais duramente atingidas, gerando uma grande mobilização de redes de apoio. Na ausência de uma resposta estatal imediata após a tragédia, cozinhas organizadas por voluntários e movimentos populares assumiram um papel fundamental.
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A Força da Organização Popular no Combate à Fome
Segundo dados apresentados pelo mandato do parlamentar, o Rio Grande do Sul possui o maior número de cozinhas solidárias cadastradas junto ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Além das experiências formais, há muitas iniciativas autônomas em funcionamento.
Visão do Deputado Adão Pretto Filho
Para Adão Pretto, o reconhecimento institucional valoriza uma estrutura que se consolidou como ferramenta essencial contra a insegurança alimentar no estado. Ele enfatizou que as cozinhas foram a linha de frente da ajuda humanitária no momento mais difícil vivido.
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“Essa lei reconhece a força da organização popular e reafirma que ninguém fica para trás quando há solidariedade e compromisso coletivo”, declarou o deputado.
Além do Simbolismo: Buscando Políticas Públicas Permanentes
O parlamentar, que coordena a Frente Parlamentar de Combate à Fome com Alimentação Saudável, defende que a criação da data não deve ser apenas um gesto simbólico. É preciso transformar a experiência acumulada dessas cozinhas em uma política pública contínua de segurança alimentar.
“As cozinhas solidárias são uma tecnologia social de combate à fome e um instrumento concreto de segurança alimentar. O reconhecimento é importante, mas precisamos garantir estrutura, apoio e investimento para que essa rede continue crescendo e salvando vidas”, afirmou.
Ações Federais e o Futuro da Segurança Alimentar
Este debate ocorre em um contexto de ampliação nacional de políticas voltadas à alimentação. Em março, Pretto propôs ao ministro Wellington Dias, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil, a inclusão dessas cozinhas no programa Gás do Povo, do governo federal.
Para o deputado, esses espaços foram determinantes para que o Brasil conseguisse sair novamente do Mapa da Fome em 2025.
Autor(a):
Sofia Martins
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.



