Mourão sobre ligação entre Bolsonaro e Coates: “Nada de irregular aconteceu”
O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) declarou que “nada irregular” ocorreu em sua última conversa com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), antecedendo seu depoimento como testemunha ao Supremo Tribunal Federal (STF) no processo que investiga a tentativa de golpe de Estado em 2022.
O senador declarou que, em momento algum, se sentiu constrangido, ameaçado ou recebeu qualquer tipo de insinuação que pudesse ter influenciado seu depoimento, que foi a expressão da verdade em cada palavra, confirmando-o integralmente.
Segundo Mourão, após aceitar o convite para ir ao STF, a conversa tornou-se unicamente sobre o estado de saúde de Bolsonaro, “considerando que se recuperava de recente cirurgia”.
Na terça-feira (3), o ministro Alexandre de Moraes, do STF, ordenou que a Polícia Federal (PF) realize o depoimento do senador acerca de sua conversa com Bolsonaro, no prazo de 15 dias.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) identificou indícios de que o senador foi influenciado e coagido pelo ex-presidente para declarar-se ao STF.
É necessário, a priori, ouvir a testemunha para verificar a veracidade e a extensão dos fatos apresentados, permitindo a formação de um juízo de valor fundamentado e esclarecido sobre a matéria, antes da adoção de outras medidas eventualmente necessárias ao caso.
Mourão comparece ao STF como testemunha de defesa de Bolsonaro, no processo que investiga a ação do núcleo 1, o denominado “núcleo crucial”, na tentativa de golpe de Estado em 2022, do qual o ex-presidente é acusado.
Ao Supremo, a PGR também solicitou que a petição seja analisada de forma sigilosa e vinculada ao processo da ação penal do golpe.
A ligação de Bolsonaro para Mourão foi inicialmente divulgada pelo portal Metrópoles e confirmada pelo próprio senador, conforme a CNN.
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Redação Política
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