Mortos no Nepal chegam a 1.127 após inundação e deslizamento; 3.900 estão desaparecidos

Escolas foram transformadas em abrigos, enquanto moradores de Devighat removem lama e escombros em busca de pertences e notícias de familiares.

02/09/2026 06:01

3 min

Imagens captadas de um helicóptero mostram inundações no distrito de Rasuwa, no norte do Nepal
Imagens captadas de um helicóptero mostram inundações no distrit...

A polícia do Nepal informou nesta quarta – feira (2) que chegou a 1.127 o número de mortos no enorme deslizamento de terra ocorrido na remota região da fronteira entre China e Nepal. Mais de 3.900 pessoas continuam desaparecidas após a inundação repentina e o deslizamento provocados pelo colapso de uma geleira no lado nepalês, na manhã de 26 de agosto.

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O desastre atingiu áreas próximas ao rio Trishuli e deixou um cenário de destruição. Na cidade ribeirinha de Devighat, aproximadamente 300 casas foram destruídas ao longo da margem. Grandes estruturas acabaram reduzidas a escombros, enquanto telhados desabados passaram a fazer parte da paisagem nas áreas atingidas.

Devastação atinge a cidade de Devighat

Com a diminuição do nível das águas, moradores locais começaram a retornar às áreas devastadas para procurar pertences que ainda possam ser recuperados. O trabalho é feito entre os destroços deixados pela inundação repentina e pelo deslizamento de terra.

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Os objetos encontrados são levados para abrigos temporários, onde estão alojadas famílias que ficaram desabrigadas. Em algumas residências, a lama ainda alcança o primeiro andar, o que dificulta a retirada dos móveis, dos objetos pessoais e do material acumulado dentro das casas.

Os moradores trabalham para remover os escombros, mas a dimensão da destruição torna a tarefa difícil. Prédios inteiros foram arrastados, e os sobreviventes que conseguiram escapar afirmam considerar – se sortudos diante da força do desastre.

A situação também aumentou a angústia entre as famílias que aguardam informações sobre parentes e conhecidos. Com mais de 3.900 pessoas desaparecidas, a destruição levanta dúvidas sobre o destino daqueles que não conseguiram fugir a tempo.

Escolas viram abrigos para sobreviventes

Prédios de escolas locais foram transformados em abrigos temporários para receber os sobreviventes. Esses espaços passaram a acomodar famílias que perderam suas casas ou que ainda não podem retornar às áreas atingidas pela lama e pelos escombros.

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Alimentos foram providenciados nos abrigos, com duas refeições por dia. A assistência, porém, não se limita à alimentação: roupas e outros itens básicos são necessários com urgência, já que muitas pessoas perderam tudo durante a inundação e o deslizamento.

Em um dos abrigos, uma organização beneficente foi vista distribuindo sáris e outras peças de roupa para mulheres e meninas. A entrega atende uma necessidade imediata das famílias que deixaram suas casas sem conseguir levar pertences pessoais.

Para os sobreviventes, a rotina agora é marcada pela busca por objetos recuperáveis, pela remoção dos destroços e pela espera por notícias dos desaparecidos. Como observou uma das mulheres afetadas, a vida dos sobreviventes nunca mais será a mesma.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

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