46 trabalhadores podem estar vivos após uma semana presos em túnel no Nepal

Equipes de resgate avançam após a China reabrir a estrada até a fronteira, enquanto o desastre já soma 1.130 mortos e milhares de desaparecidos.

02/09/2026 06:51

3 min

Os drones térmicos são utilizados para examinar áreas onde o acesso direto pela equipe é impossível ou apresenta riscos
Os drones térmicos são utilizados para examinar áreas onde o ace...

Há uma grande possibilidade de que 46 trabalhadores sejam encontrados vivos depois de permanecerem uma semana presos em uma estrutura semelhante a uma sala dentro do túnel da usina hidrelétrica de Rasuwagadhi, no Nepal. A avaliação foi feita por Amhsu Kiran Shahi, membro do conselho da Autoridade de Eletricidade do Nepal.

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“Em Rasuwagadhi, acreditamos que 46 pessoas estão presas em uma estrutura semelhante a uma sala dentro do túnel”, disse Amhsu Kiran Shahi à Reuters. Ele afirmou ainda que está “muito confiante” de que os trabalhadores sobreviveram porque “têm comida e água no prédio”.

Número de mortos chega a 1.130

Uma semana depois da enchente relâmpago que atingiu o Himalaia, o número total de mortos no enorme deslizamento de terra chegou a 1.130. O balanço reúne vítimas registradas no Nepal e na China.

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No Nepal, pelo menos 1.114 pessoas morreram e quase 4 mil continuam desaparecidas. O número foi informado pelas autoridades do país em meio à redução das expectativas de encontrar novos sobreviventes.

O governo chinês mantém o registro de 16 mortes confirmadas desde domingo (30). Já o governo do Nepal afirma que 4.500 pessoas estão desaparecidas nos dois lados da fronteira e que 12.000 foram resgatadas.

A catastrófica inundação repentina e o deslizamento de terra atingiram a remota região da fronteira entre China e Nepal na manhã de 26 de agosto. O desastre foi provocado pelo no lado nepalês.

China libera estrada para equipes de resgate

A China reabriu completamente a única estrada que leva à passagem da fronteira com o Nepal. Trechos da via haviam sido destruídos pelas enchentes catastróficas uma semana antes, dificultando a chegada dos equipamentos à área mais afetada.

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Com a estrada novamente liberada, máquinas pesadas chegaram pela primeira vez ao principal ponto atingido. Os danos extensos em uma rodovia nacional haviam levado a China a lançar equipamentos e suprimentos de paraquedas para os socorristas que trabalhavam na linha de frente.

Alguns integrantes das equipes tiveram de cruzar as montanhas a pé para alcançar o local. A emissora estatal chinesa CCTV informou que um grande número de máquinas pesadas foi levado à área onde ficava um complexo chinês de inspeção de fronteira.

Também foram enviados equipamentos para reforçar as buscas. A CCTV exibiu imagens de equipes de resgate e escavadeiras e informou que os socorristas utilizam aparelhos de detecção de vida e cães farejadores.

Chuvas e deslizamentos dificultam buscas

O trabalho continua prejudicado pelas chuvas persistentes e pelo terreno difícil. As equipes atuam em um estreito desfiladeiro montanhoso, cercado por encostas instáveis e por um rio de correnteza forte.

As autoridades também monitoram lagos rio acima, que poderiam provocar novas inundações caso transbordassem. Embora tenham afirmado que esses riscos diminuíram, os deslizamentos de terra ainda são uma preocupação.

Em Rasuwagadhi, a possibilidade de sobrevivência dos 46 trabalhadores é sustentada pela presença de comida e água na estrutura onde eles estariam presos. As equipes seguem mobilizadas para tentar alcançar o local.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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