Mortes no Nepal e na China chegam a 1.225 após uma semana de inundações

Cerca de 4.216 pessoas seguem desaparecidas no Nepal, incluindo 640 trabalhadores de hidrelétricas; a fronteira reaberta permite o avanço de máquinas pesadas.

02/09/2026 12:00

2 min

Pessoas em um telhado observam os danos causados ​​por enchentes repentinas em Trishuli, Nepal, na quinta-feira, 27 de agosto.
Pessoas em um telhado observam os danos causados ​​por enchentes...

O número de mortos no Nepal após as inundações da semana passada chegou a 1.204, informou a NDRRMA (Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres do país) nesta quarta – feira (2). Cerca de 4.216 pessoas continuam desaparecidas, segundo a atualização.

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Do outro lado da fronteira, pelo menos 21 pessoas morreram no lado chinês, de acordo com dados divulgados também nesta quarta – feira pela emissora estatal CCTV. Equipes nepalesas e especialistas estrangeiros mantêm as buscas, mas as chances de um resgate rápido diminuem com o passar do tempo.

Buscas por trabalhadores de usinas hidrelétricas

Cerca de 640 trabalhadores estão desaparecidos em diferentes projetos hidrelétricos ao longo do rio Trishuli, que atravessa vários distritos de uma região remota e montanhosa do Nepal. A informação foi divulgada na terça – feira (1º) pela Autoridade Nacional de Gestão e Redução de Riscos de Desastres do país.

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Ainda não se sabe quantos desses trabalhadores estavam dentro dos túneis profundos e altamente reforçados quando a água atingiu os locais. A indefinição aumenta a dificuldade das equipes, que precisam localizar pessoas em áreas afetadas pela força das inundações.

O trabalho ocorre em um estreito desfiladeiro montanhoso, entre penhascos instáveis e um rio de correnteza forte. Chuvas persistentes e o terreno acidentado têm retardado o avanço das operações de busca.

Fronteira reaberta facilita chegada de equipamentos

A passagem na fronteira entre a China e o Nepal foi reaberta, permitindo que maquinário pesado chegasse à principal zona do desastre pela primeira vez. Antes disso, os danos na rodovia nacional G216 obrigaram a China a enviar equipamentos e suprimentos por via aérea.

Algumas equipes de resgate precisaram atravessar as montanhas a pé para alcançar a área atingida. Agora, um grande número de máquinas pesadas foi levado ao local onde existia um complexo chinês de inspeção de fronteira, junto com equipamentos destinados a reforçar as buscas, informou a CCTV.

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Imagens exibidas pela emissora estatal chinesa mostraram equipes de resgate, escavadeiras, dispositivos de detecção de vida e cães farejadores mobilizados na operação. As autoridades também vinham acompanhando lagos a montante, diante do risco de possíveis rompimentos.

Esse risco diminuiu, segundo as autoridades, mas os deslizamentos de terra continuam sendo uma preocupação. As equipes ainda enfrentam condições instáveis para tentar encontrar os desaparecidos no Nepal e na região próxima à fronteira chinesa.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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