GM, Toyota e Volkswagen pedem ao Congresso dos EUA proibição permanente de carros chineses

Aliança das montadoras quer votação antes do fim da sessão, em dezembro, com projeto já aprovado em comissão do Senado e mais de 100 coautores na Câmara.

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Fábrica da General Motors (GM) em Michigan, nos Estados Unidos | Foto: Reprodução/Forbes Brasil
Fábrica da General Motors (GM) em Michigan, nos Estados Unidos |...
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A Aliança para a Inovação Automotiva, que representa a General Motors, a Toyota, a Volkswagen e outras grandes montadoras, pediu aos parlamentares dos Estados Unidos que aprovem uma proibição permanente de veículos chineses. O apelo foi feito na segunda-feira, antes do retorno do Congresso na próxima semana para uma sessão rápida após as eleições legislativas de meio de mandato.

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Em setembro, os autores da proposta bipartidária no Senado concordaram em adiar para novembro a tentativa de acelerar a tramitação do projeto, mesmo com apoio esmagador entre os parlamentares.

Prazo para votar pode acabar em dezembro

Alguns assessores do Congresso e lobistas do setor automotivo avaliam que, se os democratas conquistarem o controle do Congresso, talvez não haja tempo suficiente para aprovar a proibição antes do fim desta sessão, em dezembro. Montadoras e assessores legislativos, porém, ainda esperam a aprovação definitiva neste ano.

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Uma comissão do Senado aprovou o projeto em julho, e a versão apresentada na Câmara já reúne mais de 100 coautores.

Europa aparece como principal argumento da Aliança

Bozzella afirmou: “Precisamos proteger o mercado dos EUA de uma enxurrada de importações chinesas que trazem riscos de vigilância e prejudicam os fabricantes atuais, que fizeram investimentos de gerações nas comunidades americanas”.

Ao falar sobre os ganhos chineses na Europa, ele disse que o Congresso precisa proteger a base de defesa e a manufatura avançada do país. Para Bozzella, a UE importou mais de 1,1 milhão de veículos da China nos primeiros oito meses de 2026, volume superior ao de todo o ano de 2025.

Trump e a regra herdada do governo Biden

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse à Fox News em setembro que aceitaria montadoras chinesas fabricando carros no país, declaração que causou alarme no setor.

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Uma regulamentação imposta pelo antigo governo Biden no início de 2025 proibiu efetivamente que montadoras chinesas vendessem ou fabricassem veículos de passageiros nos EUA, sob o argumento de que poderiam enviar dados confidenciais dos motoristas à China. Washington também mantém tarifas superiores a 100% sobre veículos elétricos chineses.

Pequim critica propostas contra empresas chinesas

O Ministério das Relações Exteriores da China já havia pedido que os Estados Unidos “respeitem as leis da economia de mercado e os princípios da concorrência leal”.

Na mesma linha, o governo chinês classificou propostas anteriores contra empresas do país como “repressão irracional”.

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