Midterms: 435 cadeiras da Câmara e 35 do Senado estão em jogo nos EUA; democratas precisam de 4

Os eleitores dos Estados Unidos votam na terça-feira (3) nas Midterms, as Eleições de Meio de Mandato, que renovam toda a Câmara de Representantes e um terço do Senado. Os democratas chegam em boa fase e têm grandes esperanças de assumir o controle da Câmara e, eventualmente, do Senado, onde as disputas estão acirradas em 11 estados.
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O resultado vai pesar sobre o restante do governo de Donald Trump, aprovado por 32% dos eleitores, segundo o agregador de pesquisas da CNN. O presidente tenta reconquistar parte da população preocupada com o alto custo de vida e a inflação, sobretudo nos combustíveis, cujos preços subiram desde o início da guerra contra o Irã, em fevereiro deste ano.
A continuidade do governo Trump até 2028 depende, portanto, do que sair dessas urnas.
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Por que a eleição tem esse nome?
A votação acontece na metade de cada mandato presidencial. Trump assumiu o cargo em 2025, e a próxima eleição para a Casa Branca ocorre apenas em 2028. Pela definição, a disputa não envolve a figura do presidente, embora Trump tenha pedido aos republicanos que votassem como se “ele estivesse nas cédulas”.
Como estão as disputas na Câmara e no Senado
Na Câmara, todos os 435 assentos estão em disputa, e os deputados cumprem mandatos de dois anos. Hoje os republicanos têm 218 cadeiras contra 214 dos democratas. A Casa ainda tem duas vagas em aberto e um parlamentar independente que costuma alinhar o voto ao dos republicanos. Para assumir o controle, os democratas precisam de um saldo líquido de quatro cadeiras.
O número de deputados de cada estado cresce com a população. A Califórnia, o mais populoso do país, conta com 52 representantes.
No Senado, são 100 assentos, e 35 estarão em disputa em 2026. Os senadores têm mandatos de seis anos, e a Casa é hoje de maioria republicana, com 53 cadeiras contra 47 alinhadas aos democratas. Disputas em Texas, Iowa e Georgia serão cruciais. Há ainda 36 votações pelos governos dos estados, além de alguns cargos estaduais.
Voto não é obrigatório e resultados podem demorar dias
Nos Estados Unidos, o voto não é obrigatório. Por isso, boa parte das campanhas se concentra em levar a população a sair de casa e depositar seu voto. Dependendo do estado, também é possível votar por correio ou presencialmente antes do dia da eleição.
Não há previsão exata para a divulgação dos resultados, mas muitas disputas podem ser definidas ainda na terça-feira (3). A contagem fica a cargo de cada estado, já que não existe um órgão centralizador como no Brasil. Assim, a apuração pode levar dias, a depender do tamanho da população e do volume de votos pelo correio.
Midterms funcionam como termômetro para Trump
A votação é amplamente vista como um termômetro do governo federal e da atuação do presidente. Segundo o analista sênior de Internacional da CNN Brasil, Américo Martins, a participação intensa de Trump na campanha revela a preocupação do Partido Republicano com os possíveis resultados. “Essas eleições estão sendo encaradas por muita gente, por muitos eleitores, como uma espécie de referendo sobre a administração do presidente Donald Trump”, afirmou Américo.
De acordo com Américo Martins, uma vitória democrata permitiria bloquear políticas de Trump, abrir investigações sobre sua gestão e até discutir um processo de impeachment na Câmara. Segundo especialistas, o principal fator que tem levado eleitores a apoiar os democratas é o custo de vida.
Américo destacou ainda que Trump enfrenta dificuldades para eleger candidatos republicanos mesmo em estados que venceu com ampla margem nas eleições presidenciais, há apenas dois anos.
Editoria:
Redação Política
A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



