“Otimistas até sentir náuseas”: democratas, favoritos nas pesquisas, temem tropeço diante de Trump

Com a Câmara quase perdida pelos republicanos e o Senado em disputa, Trump faz comícios em Iowa e Kansas, a desaprovação chega a 60% e 53 milhões já votaram.

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O presidente dos EUA, Donald Trump, em 10 de junho de 2026 | Foto: Ken Cedeno/AFP
O presidente dos EUA, Donald Trump, em 10 de junho de 2026 | Fot...
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Os republicanos se mobilizaram no domingo (1º) para evitar uma derrota contundente nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Os democratas tentam tomar o controle do Congresso e, pela primeira vez em anos recentes, impor um contraponto político a Donald Trump.

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As pesquisas dão como quase certa a perda da maioria republicana na Câmara dos Representantes, e os democratas também têm chances reais de conquistar o Senado. Mesmo assim, o clima no campo democrata segue tenso.

Democratas seguem inquietos apesar das pesquisas favoráveis

Depois de uma década em que Trump desafiou normas políticas e de dois anos de segundo mandato em que, na avaliação dos democratas, ignorou sistematicamente todas as regras, o partido não baixou a guarda. “Otimistas até o ponto de sentir náuseas”, resumiu o senador Raphael Warnock, em entrevista à CNN, ao descrever o humor da legenda.

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Trump foi às ruas em Iowa e no Kansas, estados onde, em circunstâncias normais, os republicanos não precisariam de um empurrão presidencial para vencer. Nos comícios, ele fez declarações alarmistas, como a de que os democratas transformarão o país em comunista, e prometeu pagar 5 mil dólares (27 mil reais) a cada cidadão caso seu partido saia vencedor.

Ao ser questionado por jornalistas no sábado à noite, em seu clube de golfe exclusivo na Flórida, Trump afirmou: “Estou me sentindo bem”. E completou: “O país nunca esteve melhor”.

Desaprovação chega a 60% e votação antecipada bate recorde

A fala contrasta com os números. Uma pesquisa da NBC News divulgada no domingo mostrou que 60% dos entrevistados desaprovam a gestão de Trump, sobretudo por causa dos preços altos. A guerra contra o Irã, que já dura oito meses, pesa nessa avaliação.

Trump é hoje, segundo esses levantamentos, o presidente americano mais impopular das últimas décadas. Já a votação antecipada bateu recorde: 53 milhões de pessoas já votaram em todo o país.

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O que muda com a Câmara sob controle democrata

Uma Câmara dos Representantes controlada pelos democratas imporia limites políticos reais a Trump. Seu segundo mandato foi marcado por uma expansão implacável do poder presidencial, que incluiu a derrubada de parte da Casa Branca para a construção de um salão de festas.

Trump também colocou a própria imagem em cédulas e prédios oficiais, abalou a economia global com tarifas e ameaçou invadir ou anexar o Canadá e a Groenlândia. Com a maioria na Câmara, os democratas controlariam o orçamento e comandariam comissões que investigam suspeitas de corrupção, os vínculos de Trump com o criminoso sexual Jeffrey Epstein e outros temas delicados.

Senado segue como grande incógnita

O Senado, onde os republicanos têm maioria apertada, é a principal dúvida da eleição. Apenas um terço das 100 cadeiras está em disputa na terça-feira, e poucas dessas corridas eram vistas como favoráveis aos democratas.

Ainda assim, em estados profundamente republicanos, como Texas e Kansas, institutos de pesquisa apontam chances reais de virada para o lado democrata. Um Senado sob controle democrata poderia bloquear as nomeações judiciais de Trump, em especial as destinadas à Suprema Corte.

A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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