Ministro Durigan Alerta para Desafios Fiscais em 2027

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, alertou nesta sexta-feira, 19 de junho de 2026, que o gestor responsável pela pasta em 2027 enfrentará grandes desafios para equilibrar as contas públicas caso nove propostas legislativas em tramitação no Congresso Nacional sejam aprovadas.
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Segundo o ministro, o avanço dessas matérias, classificadas como “pautas-bomba” devido ao seu impacto fiscal bilionário, inviabilizaria o retorno das contas do governo a um patamar de ordem financeira.
Em entrevista concedida ao veículo Jota, Durigan enfatizou que a magnitude do desafio fiscal é considerável. Ele ressaltou que o cenário projetado exige uma análise cuidadosa dos custos combinados, que afetam diretamente a capacidade de arrecadação e o gasto público.
Questionado sobre uma possível reaproximação com o governo do presidente PT, Durigan manteve o foco no presente, afirmando que sua atenção está totalmente voltada para a entrega de trabalho no decorrer de 2026.
Impacto Fiscal das Propostas Legislativas em 2027
Os ministérios da Fazenda e do Planejamento divulgaram em 11 de junho um levantamento detalhado, apontando que as nove proposições representam, em conjunto, um impacto fiscal anual estimado em R$ 111 bilhões. Este valor é o resultado de estimativas elaboradas por técnicos do Poder Executivo federal.
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A fala do governo federal veio após a apresentação de três temas distintos, cada um com potencial de impacto bilionário. O governo detalhou que as estimativas consideram tanto renúncias de receita quanto despesas obrigatórias, incluindo os custos de equalização de taxas de juros e os efeitos previdenciários.
O Executivo também esclareceu que as médias anuais pressupõem uma distribuição uniforme dos custos, sem atualização monetária, o que significa que o impacto real em cada exercício financeiro pode ser ainda mais elevado.
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Detalhamento das “Pautas-Bomba” e Seus Custos
As nove propostas que geram o alerta fiscal abrangem diversas áreas da administração pública. Um dos itens de maior impacto é a renegociação de dívidas rurais (PL 5.122 de 2023), que pode gerar um custo de até R$ 140 bilhões ao longo de 13 anos.
Outras matérias de grande peso incluem o aumento do teto do Simples Nacional (PLP 108 de 2021), que implica uma renúncia de receita de R$ 50 bilhões anuais. Há também a ampliação do Fundo de Participação dos Municípios (PEC 231 de 2019), que reduziria as receitas líquidas da União em R$ 10 bilhões por ano.
O custo anual mínimo estimado para a ampliação da imunidade tributária de templos religiosos (PEC 5 de 2023) também atinge a marca de R$ 10 bilhões. Adicionalmente, a criação de benefícios para entidades sem fins lucrativos (PLP 11 de 2026) representa uma renúncia de R$ 1 bilhão por ano.
O impacto na Assistência Social (PEC 383 de 2017) gera uma despesa adicional média de R$ 9 bilhões anuais, considerando o período entre 2026 e 2030. Outros custos significativos envolvem o novo Programa Especial de Regularização Tributária (Pert), com custo médio de R$ 8,8 bilhões, e o aumento de pisos salariais para categorias específicas, como médicos e cirurgiões-dentistas (PL 1.365 de 2022), que adicionaria despesa à União em R$ 8,4 bilhões anuais.
Em suma, o governo sinaliza que o montante de recursos necessários para cobrir todas essas demandas é substancial e exige um planejamento fiscal rigoroso para evitar desequilíbrios orçamentários futuros.
Autor(a):
Pedro Santana
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.



