Ministro Dario Durigan diz que o foco em 2026 é o ajuste fiscal

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira, 19 de junho de 2026, que seu foco está integralmente voltado para a condução da política econômica do governo ao longo de 2026, e não para a sua permanência no cargo depois das eleições.
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Em entrevista concedida ao portal Jota, o ministro esclareceu que o debate sobre sua permanência no Ministério da Fazenda em 2027 está fora de seu planejamento atual. Ele reforçou que a prioridade máxima é garantir a entrega de resultados econômicos sólidos no período corrente, abstendo-se de antecipar qualquer decisão relativa à composição futura da equipe econômica.
Compromisso com a estabilidade econômica em 2026
Durigan enfatizou que sua atuação profissional deve ser direcionada exclusivamente ao trabalho do governo neste ano. Segundo o ministro, é imperativo que a máquina pública mantenha o foco na execução das políticas estabelecidas, evitando distrações com especulações políticas de longo prazo.
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Nesse sentido, o ministro destacou a importância de manter a estabilidade macroeconômica como o pilar central de sua gestão. Ele reiterou que o desafio imediato é consolidar o ajuste fiscal, um processo que exige disciplina e coordenação entre diferentes esferas de governo e setores produtivos.
O ajuste fiscal e a interdependência das políticas econômicas
Em relação ao cenário fiscal, Durigan defendeu veementemente a necessidade de ajustes contínuos e profundos no arcabouço fiscal brasileiro. Para que o equilíbrio das contas públicas seja alcançado e mantido, o ministro apontou que é fundamental a implementação de medidas simultâneas e coordenadas.
Entre essas medidas, ele enfatizou a revisão rigorosa de despesas governamentais e a reavaliação de benefícios setoriais que, segundo ele, geram distorções no sistema tributário e na alocação de recursos. A contenção de gastos não é apenas uma questão orçamentária, mas um requisito para a sustentabilidade do crescimento.
Ademais, Durigan esclareceu que a trajetória da taxa de juros no país será determinada pela combinação intrínseca entre a política fiscal e a política monetária. Essa interação é crucial para sinalizar ao mercado a credibilidade do compromisso governamental com a responsabilidade fiscal.
O objetivo do governo, segundo o ministro, é preservar o desempenho positivo da economia. Isso implica manter a inflação sob controle e garantir um mercado de trabalho aquecido, ao mesmo tempo em que se consolida o ajuste fiscal necessário para o futuro.
Portanto, a mensagem transmitida é de foco e responsabilidade: o sucesso econômico de 2026 depende da execução disciplinada das reformas fiscais e da manutenção de um diálogo transparente entre as políticas monetária e orçamentária.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.
Editoria:
Redação Brasil
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