Ministério da Saúde relata 24 casos de sarampo no Brasil
Tocantins registra 19 casos; a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) emitiu alerta devido a um aumento de 34 vezes nas notificações.
No período até o final de agosto de 2024, o Brasil identificou 24 casos de sarampo, sendo 19 deles no estado do Tocantins, conforme informações do Ministério da Saúde, publicadas nesta quinta-feira (11). A quantidade de notificações representa um aumento de quase cinco vezes em relação aos registros dos últimos dois anos, que totalizaram cinco casos em 2024.
Em agosto de 2025, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) divulgou alerta devido ao aumento de 34 vezes no número de casos de sarampo em comparação com o ano anterior. Dez países das Américas apresentaram ocorrências da doença, com mais de 10 mil confirmações e 18 mortes. Os países com óbitos registrados foram:
- México (14)
- Estados Unidos (3)
- Canadá
Os casos no Tocantins apresentam histórico de contato com a Bolívia, país que registra um surto da doença, e estão localizados em uma comunidade de aproximadamente 400 pessoas, conforme informações da Secretaria de Estado de Saúde.
A Bolívia ocupa a quarta posição entre os países das Américas com maior número de notificações da doença, segundo dados de julho deste ano, que apontam para 60 casos. México (2.597), Estados Unidos (1.227) e Canadá (3.170) lideram a lista.
O Brasil recuperou o status de eliminação do sarampo endêmico em 2024, após ter recebido o certificado em 2016 e lidar com reintroduções.
Transmissão, Sinais e Imunização
O sarampo se propaga no ar através de secreções de pessoas infectadas e pode atingir indivíduos de todas as idades. Os sintomas incluem febre alta, erupção cutânea que se espalha pelo corpo, congestão nasal e irritação ocular.
A vacinação representa a forma mais eficaz de proteção contra o sarampo, sendo composta por duas doses da vacina. No Brasil, a vacinação regular estabelece a primeira dose aos 12 meses de idade e a segunda aos 15 meses, podendo incluir outras faixas etárias em campanhas específicas.
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Fonte por: CNN Brasil