Ministério da Justiça solicita bloqueio de 80 sites que usam IA para criar deepnudes

O Ministério da Justiça solicitou o bloqueio de 80 sites que supostamente utilizam inteligência artificial para gerar deepnudes. As solicitações foram enviadas à Polícia Federal (PF) e à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Essas imagens manipuladas consistem em pegar fotos de pessoas e aplicar tecnologia para criar versões nuas das vítimas, sendo que, em muitos casos, as mulheres são as principais alvos dessa prática.
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No entanto, o ministério também registrou casos em que crianças foram vítimas.
A ação do Ministério da Justiça não se limita apenas a retirar os sites do ar; há um pedido para que as plataformas sejam investigadas e uma solicitação adicional para fiscalização. Na internet, é comum encontrar anúncios de sites que oferecem ferramentas para a criação de deepnudes, embora essa prática seja ilegal no Brasil.
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Um decreto do governo federal proíbe a produção de imagens que exponham mulheres nuas sem seu consentimento. Além disso, o Estatuto da Criança e do Adolescente proíbe qualquer tipo de adulteração de imagens envolvendo menores de 18 anos.
Documentação e contexto das denúncias
O Ministério da Justiça elaborou uma documentação detalhada dos casos relacionados a deepnudes, reforçando a gravidade do problema. O pedido de bloqueio ocorre na mesma semana em que o Discord suspendeu suas transmissões ao vivo após um incidente trágico envolvendo uma adolescente que teria cometido suicídio durante uma live na plataforma.
A empresa nega as alegações sobre o ocorrido.
A crescente preocupação com a disseminação dessas imagens manipuladas ressalta a necessidade urgente de medidas efetivas para proteger os direitos das pessoas afetadas. A utilização indevida da inteligência artificial nesse contexto levanta questões éticas e legais que precisam ser discutidas com urgência pela sociedade e pelas autoridades competentes.
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Consequências legais e sociais
A mobilização do Ministério da Justiça reflete um esforço significativo para coibir práticas prejudiciais e invasivas na internet. O combate às deepnudes é parte de uma luta mais ampla contra a exploração sexual e o uso indevido da imagem das pessoas, especialmente mulheres e crianças.
As ações propostas visam não apenas bloquear os sites infratores, mas também responsabilizar aqueles que promovem essas práticas abusivas.
Além disso, a situação destaca a importância da conscientização sobre consentimento digital e privacidade na era da informação. A proteção dos indivíduos contra esse tipo de violência virtual deve ser uma prioridade nas políticas públicas brasileiras.
Autor(a):
Ricardo Tavares
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.



