Vorcaro depõe à PF e nega crime; defesa pede soltura e cita “razões políticas”

O ex – banqueiro Daniel Vorcaro prestou depoimento à Polícia Federal nesta quarta – feira (30) e negou qualquer envolvimento com atos de violência ou intimidação. A defesa de Vorcaro também voltou a pedir a revogação da prisão preventiva, alegando que a detenção teria “razões políticas”.
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A PF, no entanto, investiga os grupos “A Turma” e “Os Meninos” como braços armado e tecnológico do ex – dono do Banco Master.
Em nota divulgada após o depoimento, a defesa afirma que o contato de Vorcaro com os grupos era estritamente contratual, baseado em prestação de serviços. “O depoimento evidenciou, de forma contundente, que Daniel Vorcaro sempre buscou a adoção de medidas jurídicas e oficiais cabíveis em situações de contrariedade”, diz o texto.
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A nota ainda classifica como “recortes maliciosos de mensagens privadas” eventuais desabafos que, segundo os advogados, “jamais redundaram em consequências práticas ou em qualquer risco real a terceiros”.
A investigação sobre “A Turma” e “Os Meninos”
A Polícia Federal aponta que “A Turma” funcionava como um braço armado, com a função de intimidar adversários e planejar ataques a jornalistas. Já o grupo “Os Meninos” teria um perfil essencialmente tecnológico, atuando em ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis e monitoramento ilegal de telefones e sistemas de comunicação.
A defesa de Vorcaro nega que ele tivesse qualquer poder de mando sobre as ações dos grupos e reforça a distinção entre a figura do ex – banqueiro e as atividades atribuídas a eles.
Os advogados também contestam a versão da PF sobre uma suposta tentativa de fuga de Vorcaro momentos antes da ordem de prisão, no dia 17 de novembro de 2025. Para a defesa, não houve qualquer movimento que indicasse a intenção de escapar das autoridades.
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Defesa pede soltura e critica prisão
A defesa de Daniel Vorcaro voltou a solicitar a revogação da prisão preventiva, alegando que a medida é desproporcional e motivada por “razões políticas”. O pedido já havia sido feito anteriormente, mas foi negado pela Justiça. Os advogados argumentam que Vorcaro sempre agiu dentro da lei e que as acusações se baseiam em interpretações distorcidas de conversas privadas.
“Eventuais desabafos, oriundos de recortes maliciosos de mensagens privadas, proferidos em momentos de indignação, jamais redundaram em consequências práticas ou em qualquer risco real a terceiros”, reforça a nota da defesa. O depoimento desta quarta – feira foi mais um capítulo no inquérito que investiga a atuação dos grupos ligados ao ex – banqueiro.
A PF ainda não se manifestou sobre o conteúdo do depoimento.
Autor(a):
Pedro Santana
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.


