Ministério da Agricultura analisa azeites e encontra não conformidades em marcas conhecidas

O Ministério da Agricultura intensifica a fiscalização no setor de azeites após detectar irregularidades em marcas renomadas, visando proteger os consumidores.

16/08/2026 09:20

3 min

azeite-sabia-premio
azeite-sabia-premio

O Ministério da Agricultura, em cumprimento a uma determinação judicial, analisou azeites vendidos como extravirgens nos supermercados brasileiros. O exame foi realizado pelo laboratório de análises sensoriais do ministério, respondendo a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público em São Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os resultados apontaram que algumas marcas, incluindo Andorinha, Gallo, Borges, Gomes da Costa, Filippo Berio e Carrefour, que se apresentavam como azeites extravirgens, na verdade foram classificados como azeites virgens. Além disso, os rótulos de Costa DOro e Terras de Camões foram considerados lampantes, ou seja, impróprios para consumo.

Investigações sobre fraudes no mercado de azeites

A análise foi parte de uma investigação mais ampla do Ministério Público Federal (MPF), que busca apurar fraudes no comércio de azeites extravirgens no Brasil e implementar medidas judiciais para aumentar o controle sobre a importação desses produtos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em entrevista à CNN, o Mapa esclareceu que a classificação dos azeites como lampantes provém de uma avaliação sensorial feita por um painel reconhecido pelo Conselho Oleícola Internacional. Esse painel identificou características de sabor ou aroma que não correspondem ao padrão de qualidade declarado.

Apesar da classificação como lampante, o Mapa informou que as análises físico – químicas das amostras estavam dentro dos limites regulamentares. Portanto, a associação direta dessa classificação a um risco à saúde pública não é correta; trata – se apenas de uma não conformidade relacionada ao produto.

Recolhimentos e fiscalização

O ministério também destacou que não revela quais empresas ou marcas solicitaram contraprova dos laudos enquanto as fiscalizações estão em andamento. Essa transparência é garantida por lei para assegurar o direito ao contraditório e à ampla defesa.

A irregularidade encontrada em uma amostra não se aplica automaticamente a todos os produtos de uma marca específica. Assim, os recolhimentos são direcionados apenas aos lotes analisados e considerados não conformes.

Leia também

No ano passado, 14 lotes foram recolhidos no mercado interno e seis novos informes de recolhimento foram emitidos em 2026. Nas operações de importação ocorreram 18 rechaços de produtos, nove correções de rotulagem e cinco destruições entre 2025 e 2026.

Desafios na fiscalização contínua do setor

O Mapa enfatiza que a fiscalização dos azeites é uma atividade permanente devido ao fato de 99% do azeite consumido no Brasil ser importado. Isso torna necessária uma vigilância constante e análise contínua de risco. Atualmente, a principal preocupação do ministério envolve fraudes realizadas por empresas clandestinas que misturam óleos vegetais com corantes e aromatizantes.

Esses produtos representam um risco elevado para os consumidores porque são fabricados sem controle adequado e podem utilizar matérias – primas desconhecidas.

Além disso, o ministério mantém cooperação com redes de defesa do consumidor e avalia informações recebidas de outras instituições para tomar as medidas necessárias dentro de suas atribuições.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!