Meridian prevê US 322 mi para mina de ouro e cobre em MT com retorno em 0,9 ano

A Meridian Mining prevê gerar 983 mil onças de ouro e 180 mil toneladas de cobre ao longo de quase 14 anos de operação em Mato Grosso.

Fios de cobre

A Meridian Mining apresentou nesta terça – feira (22) o estudo definitivo de viabilidade (DFS) do projeto Cabaçal, em Mato Grosso. A iniciativa prevê um aporte inicial de US 322 milhões para extrair ouro, cobre e prata na região. A vida útil da mina está estimada em quase 14 anos.

De acordo com a mineradora, a operação deve gerar cerca de 983 mil onças de ouro e 180 mil toneladas de cobre ao longo desse período. O estudo aponta um valor presente líquido (VPL) após impostos de US 2,09 bilhões, com taxa interna de retorno de 107,6% — o que indica que o investimento inicial seria recuperado em 0,9 ano, segundo as premissas adotadas pela empresa.

Premissas econômicas e localização

Os cálculos do DFS consideram preços de referência de US 3.570 por onça de ouro, US 5,03 por libra de cobre e US 50,17 por onça de prata. Num cenário mais otimista, com cotações mais altas, o VPL projetado salta para US 2,9 bilhões.

O projeto Cabaçal fica a aproximadamente 320 quilômetros de Cuiabá. A exploração será feita a céu aberto, com reservas estimadas em 56 milhões de toneladas de minério. A produção será transformada em concentrado de cobre, com ouro e prata associados.

Licenciamento e infraestrutura

A Meridian já começou a fase de pré – construção. A companhia informou que tem US 15,9 milhões em contratos comprometidos e avança nas negociações de financiamento para tocar o empreendimento. A licença prévia foi emitida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso em outubro de 2025.

Em maio deste ano, a empresa protocolou o pedido de licença de instalação, que ainda está sob análise do órgão ambiental.

A mineradora também já obteve autorização para construir a linha de transmissão que abastecerá a mina. A infraestrutura prevê uma conexão de 138 kV, com cerca de 24 quilômetros de extensão, ligando a subestação de Araputanga à área do projeto.

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Comercialização e próximos passos

Para vender o concentrado de cobre, o estudo aponta fundições no Japão, na Coreia do Sul e na Europa como potenciais compradoras. A China também aparece como um destino possível. A conclusão do DFS marca uma nova etapa, mas a implantação da mina ainda depende do avanço do licenciamento e da estruturação financeira.

No comunicado desta terça, a Meridian não definiu uma data para o início da produção.