Mercados europeus encerram em direções opostas nesta quinta-feira (29), com o DAX em queda e o FTSE 100 em alta. Descubra os detalhes das movimentações!
As bolsas de valores da Europa encerraram suas atividades nesta quinta-feira (29) com resultados divergentes, perdendo força na reta final do pregão, refletindo a deterioração do sentimento de risco em Nova York. Os investidores europeus estavam atentos aos balanços corporativos e ao aumento das tensões com o Irã.
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Em Londres, o FTSE 100 registrou uma alta de 0,17%, alcançando 10.171,76 pontos. Em Frankfurt, o DAX apresentou uma queda de 2,13%, fechando a 24.293,24 pontos. O CAC 40, em Paris, avançou 0,06%, para 8.071,36 pontos, enquanto o FTSE MIB de Milão recuou 0,14%, a 45.075,60 pontos.
O PSI 20 de Lisboa cedeu 0,22%, a 8.644,48 pontos, e o Ibex 35 de Madri caiu 0,1%, a 17.589,70 pontos. As cotações são preliminares.
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Os mercados europeus perderam o viés positivo observado pela manhã, pressionados pela queda em Wall Street. Em Frankfurt, a desvalorização das ações da SAP, que caiu 16%, impactou negativamente o índice DAX, afastando-o de seus pares. Os resultados do quarto trimestre da fabricante de software alemã mostraram que a receita de nuvem não atendeu às expectativas.
No setor bancário, o Deutsche Bank superou as previsões de lucro em seu balanço, mas suas ações caíram 1,6% em Frankfurt, após buscas em seus escritórios em Berlim, relacionadas a uma investigação por acusações de lavagem de dinheiro. O SEB viu suas ações caírem 6,7% após não atingir as metas de lucro líquido, enquanto o ING, apesar de superar previsões, terminou a sessão com queda de 1,2%.
As empresas de energia na Europa tiveram um desempenho positivo, impulsionadas pela alta do petróleo, em meio a preocupações sobre uma possível ação militar dos EUA contra o Irã. A União Europeia anunciou novas sanções ao país e classificou um de seus grupos militares como organização terrorista.
Em Londres, a BP subiu 1,4%, a Shell avançou 2,3% e a TotalEnergies, da França, teve um aumento de quase 2%.
Por outro lado, as mineradoras perderam os ganhos robustos, acompanhando a reversão da alta dos metais preciosos e a perda de força dos metais industriais. O subíndice de recursos básicos europeu terminou a sessão em alta de 0,14%, a 767,21, após atingir uma máxima de 799,95 pontos pela manhã.
A Fresnillo, referência em mineração de ouro e prata, caiu 5,3%, enquanto Antofagasta (+2,1%) e Glencore (+0,4%) mantiveram-se em alta em Londres, embora distantes das máximas. Em Estocolmo, a H&M caiu 0,7%, mesmo após superar previsões de lucro e anunciar novas operações na América Latina, com foco no Brasil.
Autor(a):
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.