Petróleo sobe 5% após Irã exigir indenização dos EUA e sanções para reabertura do Estreito de Ormuz

A alta nos preços do petróleo reflete a crescente tensão entre Irã e EUA, dificultando a reabertura do Estreito de Ormuz e impactando o mercado global.

10/08/2026 17:50

2 min

Bomba perto de reserva de petróleo bruto no campo de petróleo da Bacia do Permiano, perto de Midland, Texas, EUA, em 18 de fevereiro de 2025
Bomba perto de reserva de petróleo bruto no campo de petróleo da...

Os preços do petróleo dispararam 5% nesta segunda – feira (10), impulsionados pelas tensões entre Irã e Estados Unidos, que trocavam exigências de indenização. Essa situação prejudica as expectativas de um acordo que permita a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de navegação do mundo.

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O governo iraniano afirmou que os EUA precisam suspender as sanções contra Teerã e atender a outras condições para que a importante via navegável seja reaberta. Em contraponto, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que o Irã deve arcar com indenizações por “todas as pessoas que mataram e feriram gravemente”.

Alta nos preços do petróleo

As negociações resultaram em um fechamento positivo para os futuros do petróleo Brent, que subiram US 4,17, ou 4,99%, atingindo US 87,72 o barril. Já os futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI) avançaram US 3,95, ou 5,05%, fechando a US 82,13.

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Esses ganhos representam os maiores percentuais desde 29 de julho para ambos os contratos.

A semana anterior foi marcada por uma queda superior a 7% nos dois índices de referência. Essa baixa ocorreu em meio a esperanças de que Irã e Omã estivessem próximos de um entendimento sobre a reabertura do estreito, por onde antes passava cerca de um quinto do petróleo e gás natural liquefeito do mundo.

O conflito no Oriente Médio, iniciado no final de fevereiro, complicou ainda mais essa situação.

Embora o Irã tenha afirmado estar perto de um acordo final com Omã para estabelecer novas rotas de navegação pelo estreito, o país reiterou a necessidade de que os EUA atendam outras demandas. Isso inclui não apenas a indenização financeira, mas também o fim das sanções e das ameaças militares antes da reabertura da via estratégica.

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Tensões nas relações entre Irã e EUA

No momento, não há negociações diretas entre Irã e Estados Unidos. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, afirmou neste domingo que Teerã não iniciará conversações enquanto Washington continuar violando um acordo provisório firmado em junho.

Essa tensão reflete a complexidade da situação no Oriente Médio e seus impactos diretos no mercado global de petróleo.

A relação instável entre os dois países continua sendo um fator determinante para as flutuações nos preços do petróleo. As consequências dessa dinâmica se estendem além da economia local e podem influenciar mercados globais à medida que as incertezas persistem.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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