Menstruação no Mundo Escolar: Crise de Saúde e Faltas Alarmantes Reveladas

Cólicas e faltas escolares: pesquisa chocante revela a realidade das alunas brasileiras! 6 em cada 10 estudantes sofrem cólicas intensas, impactando o

09/06/2026 18:19

3 min

Menstruação no Mundo Escolar: Crise de Saúde e Faltas Alarmantes Reveladas
(Imagem de reprodução da internet).

Menstruação e o Mundo Escolar: Um Panorama da Saúde das Estudantes Brasileiras

Seis em cada dez estudantes dos ensinos fundamental e médio que menstruam relatam ter cólicas fortes ou moderadas, que impactam significativamente sua rotina escolar e frequentemente exigem o uso de medicação. Cerca de quatro em cada dez alunas (37,1%) faltam às aulas mensalmente devido a dores menstruais.

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Esses dados, provenientes de uma pesquisa inédita conduzida pelo Instituto Alana em parceria com o Instituto Equidade.info, foram divulgados na quarta-feira (27), em ocasião do celebrado nesta quinta-feira (28). A data é dedicada a promover a discussão e combater o estigma e a pobreza menstrual.

Detalhes da Pesquisa e Participantes

A pesquisa, realizada em fevereiro deste ano, envolveu 2.551 estudantes – incluindo 770 estudantes que menstruam –, 303 docentes e 181 gestores escolares das redes pública e privada de ensino de todas as regiões do país. O estudo buscou mapear os sintomas menstruais, seus impactos no desempenho escolar e as desigualdades relacionadas a essa condição.

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Sintomas Menstruais e Impacto no Absenteísmo

Os resultados revelaram que o principal sintoma menstrual que impede as alunas de irem às aulas é a cólica, mencionado por 57,7% das entrevistadas. Além disso, os dados coletados indicam que os sintomas do fluxo menstrual podem levar a aproximadamente dois dias de falta escolar por mês.

A pesquisa também destacou que a menstruação precoce está associada a cólicas mais intensas, com a prevalência de menarca precoce variando por região.

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Desafios no Ambiente Escolar

O estudo revelou que as escolas brasileiras sofrem duplamente com as faltas de alunas e professoras. 28,3% das gestoras escolares confirmaram ter cólicas fortes e 16,9% das entrevistadas já faltaram ao trabalho por motivos menstruais. Dentro da sala de aula, 15,8% das professoras descreveram ter cólicas fortes e uma em cada dez professoras (12,1%) faltou ao trabalho ao menos uma vez no último ano por motivos menstruais.

A responsabilidade da vida adulta e o acesso a diagnósticos e tratamentos podem influenciar a percepção e o manejo da dor entre as profissionais.

Iniciativas e Conscientização

Em Brasília, a estudante de publicidade e propaganda Ana Clara Maimoni mobilizou os vizinhos e as pessoas conhecidas para arrecadar absorventes, doando cerca de 1 mil unidades para uma escola local. Esse projeto, chamado “Projeto Contra a Pobreza Menstrual”, também incluiu palestras com profissionais de saúde para informar as estudantes sobre saúde menstrual.

A iniciativa destacou a importância de abordar essa questão na escola, onde as meninas podem ser privadas do mínimo necessário para a dignidade menstrual.

Outras Descobertas da Pesquisa

A pesquisa também revelou que 36,8% dos estudantes do sexo masculino afirmam não pensar muito sobre o tema, enquanto 23,7% acredita que a menstruação pode atrapalhar a escola ou a prática esportiva. Além disso, a pesquisa demonstrou que a menarca (primeira menstruação) é cada vez mais precoce no Brasil, com 65,2% das meninas ouvidas menstruando até os 11 anos e 36,5% até os 10 anos.

A pesquisa também associa a menarca precoce a dores mais intensas. A pesquisa também demonstra que as trabalhadoras da educação sofrem duplamente com as faltas tanto de alunas quanto professoras.

Recomendações e Próximos Passos

Com base nos resultados, o Instituto Alana reforça a importância de falar sobre saúde menstrual antes da primeira menstruação, antecipar os debates sobre a temática nas escolas e ampliar as estratégias de cuidado para essa faixa etária. A organização defende a adoção de políticas de saúde menstrual no ambiente escolar que incluam estudantes e trabalhadoras, com o objetivo de entender que a dor menstrual tira meninas e mulheres do cotidiano escolar e torna isso um fenômeno cumulativo.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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