Mendonça determina suspensão de impulsionamento de vídeo que liga Lula ao Banco Master e INSS

A decisão de Moraes pode impactar a estratégia de comunicação do PL e reforçar o debate sobre limites de propaganda eleitoral em ano de eleições.

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O ministro André Mendonça, em sessão plenária do TSE | Foto: Reprodução

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), André Mendonça, determinou nesta segunda-feira (17) que o PL deve suspender, em até 24 horas, o impulsionamento pago de um vídeo que liga o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Partido dos Trabalhadores e membros do governo às controvérsias relacionadas ao Banco Master e ao INSS.

Essa decisão atende parcialmente a um pedido da Federação Brasil da Esperança, que acionou a Justiça Eleitoral contra a legenda devido ao conteúdo intitulado “Os Rastros da Trilha do Master“. De acordo com a ação, o vídeo estava sendo promovido pelo PL nas plataformas da Meta, especialmente no Instagram.

Na mesma data, Mendonça também negou um pedido do PL para retirar do ar um vídeo que apresenta trechos de um discurso de Lula realizado durante uma agenda oficial em Itajaí, Santa Catarina. O partido argumentou que o presidente estava antecipando propaganda eleitoral.

As declarações contestadas ocorreram em 26 de junho, durante um evento transmitido pelo governo federal. Segundo a alegação do PL, Lula teria ultrapassado o caráter administrativo da agenda ao sugerir que o público comparasse sua gestão à de administrações passadas.

Decisões sobre discursos e propaganda

O PL contestou ainda trechos em que o presidente afirmou que não se pode “permitir que prevaleça” no estado “o racismo” ou uma “síndrome de grandeza” associada à ideia de “hegemonia branca”.

No entanto, Mendonça avaliou que não havia elementos suficientes para concluir que as falas do presidente configuravam discriminação ou discurso de ódio contra os catarinenses.

Sobre a acusação de propaganda antecipada, o ministro reconheceu que algumas partes do discurso tinham conotação eleitoral e continham referências ao voto, além de comparações entre gestões. Contudo, ele ressaltou que seria necessário realizar uma análise mais detalhada para verificar se houve efetivamente um pedido explícito de voto ou alguma irregularidade eleitoral.

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Assim, Mendonça decidiu negar a liminar solicitada pelo PL para remover o vídeo.

Pontos polêmicos e implicações eleitorais

A situação traz à tona questões importantes sobre como as mensagens políticas são veiculadas nas plataformas digitais e quais são os critérios utilizados para classificar conteúdos como propaganda antecipada.

Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

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