Mendonça autoriza novo inquérito da PF contra Lulinha por tráfico de influência na Dataprev
O ministro André Mendonça, que atua no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira, dia 31, a abertura de um novo inquérito da Polícia Federal sobre possíveis crimes de tráfico de influência envolvendo o filho do presidente Lula.
A investigação apura suposta atuação desse indivíduo em negócios ligados à Dataprev, empresa pública responsável pela gestão e base de dados utilizados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A decisão foi noticiada por veículos como O Globo e EXAME.
Escopo das novas investigações
Desde já havia movimentação na esfera policial. Na véspera, Mendonça já havia autorizado a PF a investigar Lulinha por corrupção e tráfico de influência, no primeiro inquérito.
O foco da Polícia Federal é justamente verificar se houve alguma ação junto ao Ministério da Saúde com o objetivo específico de obter licenças necessárias à comercialização de cannabis medicinal no âmbito público brasileiro. É importante notar que ele também está envolvido em casos relacionados aos negócios envolvendo Dataprev.
A conexão do caso INSS. Mendonça figura como relator dos processos judiciais sobre fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Nesse contexto, há menções frequentes a “Lulinha” devido às suas conexões profissionais e pessoais estabelecidas por Antônio Carlos Camilo Antunes — conhecido pelo apelido ‘Careca do INSS’.
‘Careca’ é um empresário apontado pelas autoridades investigativas enquanto operador de esquemas voltados para descontos fraudulentos nos benefícios previdenciários recebidos em aposentadorias e pensões. A suspeita que paira no ar sugere que Lulinha poderia ter usado sua influência política ou socialmente adquirida.
Alegações sobre o esquema fraudulento
A investigação da PF aponta a possível participação desse filho presidencial na criação, junto ao Ministério da Saúde, de projetos relacionados à venda medicinal de cannabis diretamente aos serviços públicos (SUS). O pedido policial cita especificamente uma suposta sociedade envolvendo Roberta Luchsinger — amiga empresária do investigado —, juntando-se também Antunes para executar este projeto comercial específico.
Porém, é crucial registrar que “Lulinha” já negou veementemente qualquer tipo de favorecimento por parte de Antônio Carlos Camilo Antunes em relação às atividades ou negócios desenvolvidos. A abertura deste novo inquérito reforça o nível das suspeitas sobre os laços entre a esfera política e grandes empreendimentos privados no setor público brasileiro.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
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