Melro-preto tem o canto mais musical do mundo, aponta novo estudo

Estudo liderado por Randler revela ranking de aves cantoras e abre caminho para entender preferências musicais humanas.

O melro-preto, cientificamente conhecido como Turdus merula, ficou em primeiro lugar em um novo estudo

O canto do melro – preto comum foi eleito o mais agradável entre as aves cantoras, segundo um novo estudo que investigou quais características acústicas despertam prazer nos ouvidos humanos. A pesquisa, liderada pelo cientista Randler, analisou uma série de gravações e chegou a um ranking que colocou a espécie no topo da lista.

Os resultados, no entanto, não explicam completamente o fenômeno. Randler admite que ainda há um longo caminho pela frente. “O estudo estabelece quais características acústicas estão associadas à sensação de prazer; ainda não nos diz exatamente por que nossos cérebros preferem essas características”, afirmou o pesquisador.

O que torna o canto do melro – preto tão especial?

O melro – preto comum superou concorrentes conhecidos por suas vocalizações elaboradas. A pesquisa identificou que tons mais suaves e variações rítmicas específicas foram os fatores que mais contribuíram para a preferência dos participantes. A ave, presente em jardins e parques urbanos da Europa, tem um canto que muitos descrevem como melódico e fluido.

Randler e sua equipe gravaram dezenas de espécies e submeteram os áudios a voluntários. Cada pessoa avaliou o quão prazeroso era ouvir cada som. O melro – preto se destacou por uma combinação de frequência e pausas que, segundo os dados, geram uma resposta positiva no cérebro humano.

Apesar do resultado claro, os autores fazem uma ressalva: a preferência pode variar de pessoa para pessoa. “Ainda não nos diz exatamente por que nossos cérebros preferem essas características”, repetiu Randler, destacando que a pesquisa é apenas o começo de uma investigação mais ampla.

Próximos passos da ciência

O próximo passo, de acordo com Randler, é entender por que as pessoas preferem certos cantos de pássaros. Os cientistas querem saber se essas preferências se mantêm em diferentes culturas e ambientes. Uma pessoa criada na floresta amazônica pode ter o mesmo gosto musical para aves do que alguém que viveu a vida inteira em uma metrópole europeia?

Para responder a essa pergunta, os pesquisadores planejam expandir o estudo para outros continentes. Eles querem incluir voluntários de países como Brasil, Japão e África do Sul. A ideia é testar se o melro – preto comum continuaria no topo ou se espécies locais assumiriam a liderança.

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Randler também mencionou que o trabalho pode ter aplicações práticas. Compreender o que torna um canto agradável pode ajudar na conservação de espécies ameaçadas. Se as pessoas gostam de ouvir determinadas aves, podem se sentir mais motivadas a proteger seus habitats.

Por enquanto, o melro – preto comum leva a taça. Mas a ciência ainda não cantou sua última nota sobre o assunto.