Marina Silva deixa ministério em momento crucial da agenda ambiental brasileira

Marina Silva deixa o Ministério do Meio Ambiente após queda no desmatamento da Amazônia; Capobianco assume a pasta

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Foto: Reprodução
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A ministra Marina Silva deixou o Ministério do Meio Ambiente nesta quarta-feira (1º), após um longo período à frente da pasta. A decisão faz parte de uma reestruturação da Esplanada dos Ministérios conduzida pelo presidente Lula.

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João Paulo Capobianco, atualmente secretário-executivo, assumiu o comando do Ministério a partir da data da exoneração da ministra, que será formalizada no Diário Oficial da União. A mudança ocorre em um momento crucial para a agenda ambiental brasileira.

Experiência e legado de Marina Silva

Marina Silva ocupava a posição desde o início do atual mandato, em 2023, e já havia liderado o Ministério entre 2003 e 2008. Sua trajetória na política ambiental do país é notável, consolidando-se como uma figura central na defesa da agenda ambiental.

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Durante sua gestão mais recente, a ministra focou no combate ao desmatamento na Amazônia, na modernização dos órgãos ambientais e na busca por um papel de liderança do Brasil em negociações climáticas internacionais. Os resultados alcançados sob sua liderança foram significativos, com uma redução expressiva no desmatamento e uma retomada da governança climática.

Resultados e indicadores em 2023 e 2024

Dados oficiais revelam avanços importantes em 2023 e 2024. Houve uma queda de aproximadamente 50% no desmatamento da Amazônia em relação a 2022, seguida por uma redução adicional de cerca de 30% em 2024, mantendo uma tendência de baixa. Além disso, o Fundo Amazônia foi reativado, com bilhões em doações internacionais, e o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAm) foi reestruturado.

O Ibama e o ICMBio intensificaram as operações de fiscalização, contribuindo para o controle do desmatamento ilegal.

Novas prioridades com Capobianco

Com a saída de Marina Silva, João Paulo Capobianco assume o cargo com um perfil técnico e alinhado à política ambiental vigente. Capobianco já atuava como número dois do Ministério e desempenhou um papel fundamental na formulação do PPCDAm. A nova gestão priorizará o avanço na regulação do mercado de carbono, a conciliação entre a preservação ambiental e o desenvolvimento econômico, além de manter o foco na redução das emissões, na proteção dos biomas e na implementação de metas climáticas.

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A expectativa é que a nova equipe continue a fortalecer os instrumentos de fiscalização e a ampliar as parcerias com estados e países estrangeiros.

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