Mariana Janjácomo revela momentos tensos durante o Jantar dos Correspondentes da Casa Branca

Mariana Janjácomo viveu uma noite tensa no jantar dos correspondentes da Casa Branca, marcada por um tiroteio próximo. Descubra como ela lidou com a situação!

03/05/2026 11:06

3 min

Mariana Janjácomo revela momentos tensos durante o Jantar dos Correspondentes da Casa Branca
(Imagem de reprodução da internet).

A Noite do Jantar dos Correspondentes da Casa Branca

A noite do jantar dos correspondentes da Casa Branca se tornou um dos momentos mais marcantes da carreira da correspondente Mariana Janjácomo. Durante o videocast Fora da Ordem, que vai ao ar ao vivo às sextas-feiras, às 13h, no canal de YouTube da CNN Brasil e na TV aos domingos às 17h15, ela compartilhou sua experiência.

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Enquanto se preparava para o evento de gala, já vestida com traje longo e salto alto, recebeu uma mensagem de seu namorado, também jornalista, que estava no local: um tiroteio havia ocorrido a cerca de 10 metros dele.

A primeira reação de Mariana foi instintivamente jornalística. “Você viu o atirador? Você ouviu os tiros? Você tem certeza que foram tiros?”, questionou ao namorado, antes de se preocupar com seu bem-estar. Em seguida, pegou o tripé e a mochila e se dirigiu ao hotel onde o jantar estava acontecendo.

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Chegada ao Local e Cobertura ao Vivo

Ao chegar nas proximidades do hotel, Mariana se deparou com sirenes, ambulâncias e bombeiros. A polícia estava estabelecendo um perímetro, pois Donald Trump decidiu encerrar o jantar e se dirigir à Casa Branca para uma coletiva de imprensa. “Estou aqui com salto, com vestido longo, estou com medo de tropeçar, então me perdoem se eu olhar para o chão, porque está escuro”, comentou durante a cobertura ao vivo, enquanto carregava o tripé com uma mão e o microfone na outra.

Enquanto transmitia do lado de fora, Mariana recebia mensagens de amigos que estavam dentro do hotel, escondidos e tentando fazer vídeos, mas sem conexão de internet suficiente. Com Trump anunciando uma coletiva em meia hora na Casa Branca e as ruas completamente bloqueadas, começou o que ela chamou de “segundo pânico” dos jornalistas. “O primeiro foi o atirador.

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O segundo foi: não vou chegar a tempo da Casa Branca”, relatou.

Desafios e Silêncio da Oposição

A solução encontrada por muitos profissionais foi utilizar patinetes elétricos e bicicletas — jornalistas de smoking e mulheres de vestido longo e salto alto pedalando pelas ruas de Washington para cobrir a coletiva. Durante o programa, Mariana também comentou sobre o cotidiano da cobertura na Casa Branca sob pressão constante.

Segundo ela, Trump frequentemente realiza ataques pessoais contra jornalistas, especialmente mulheres, como quando chamou uma repórter de “pig” (porquinha) ou fez comentários sobre o sotaque de uma colega francesa.

Nesses momentos, os jornalistas da imprensa tradicional não rebatem na hora. “Só seguem perguntando e depois o que eu percebo é uma movimentação de apoio nas redes sociais”, explicou. Mariana também destacou um fenômeno que observa neste segundo mandato: o silêncio da oposição.

Ao contrário do primeiro mandato, quando havia protestos frequentes, agora a resistência é muito mais discreta. “A oposição está muito mais quieta”, afirmou, descrevendo manifestações que, em sua avaliação, se tornaram festas.

Reflexões sobre a Cobertura

Mariana admitiu que levou tempo para compreender a magnitude do que estava cobrindo naquela noite. “Você não percebe que está cobrindo um atentado contra o presidente dos Estados Unidos”, disse. A adrenalina do momento impede que o jornalista processe imediatamente a gravidade dos acontecimentos.

Somente após a transmissão, quando a adrenalina diminui, a realidade se impõe. “Ah tá, eu acabei de cobrir uma tentativa de assassinato do presidente dos Estados Unidos”, refletiu. Apesar do choque, ela expressou gratidão por todos estarem bem ao final daquela noite.

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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