Guerra entre EUA e Irã: quem realmente ganha e quem sai perdendo?

A guerra entre EUA e Irã traz consequências devastadoras. Descubra quem realmente perde e quais países se posicionam melhor neste cenário caótico.

02/05/2026 23:16

4 min

Guerra entre EUA e Irã: quem realmente ganha e quem sai perdendo?
(Imagem de reprodução da internet).

Impactos da Guerra entre EUA e Irã: Ganhadores e Perdedores

Quando o presidente dos EUA, Donald Trump, deu início à guerra contra o Irã, ele prometeu uma vitória rápida e decisiva. Apenas dez dias após o começo do conflito, Trump declarou que os Estados Unidos já haviam “vencido a guerra de muitas maneiras”.

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Dois meses depois, os combates foram suspensos, mas um desfecho definitivo ainda parece distante. Washington não apresenta ganhos estratégicos claros, enquanto um conflito que antes era visto como limitado agora arrasta grande parte do mundo para uma situação complexa, com poucos, se é que algum, saindo em vantagem. “Não há vencedores reais da guerra, mas alguns países estão relativamente bem posicionados para lidar com seus efeitos”, afirmou Melanie Sisson, pesquisadora sênior do Instituto Brookings.

Quem são os perdedores?

O povo iraniano

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Os cidadãos comuns são sempre os que mais perdem em qualquer conflito, e isso é especialmente verdadeiro no Irã. O povo iraniano enfrenta ataques tanto de fora quanto de dentro do país. Os EUA e Israel realizaram ataques que resultaram na morte de mais de 3.600 pessoas, incluindo mais de 1.700 civis, segundo o grupo de defesa dos direitos humanos Human Rights Activists in Iran.

Trump chegou a ameaçar destruir a “civilização inteira” do Irã caso os governantes do país não cedessem às suas exigências. Simultaneamente, o regime iraniano intensificou sua repressão à dissidência, com mais de 600 pessoas executadas desde o início do ano.

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Além disso, os iranianos enfrentam um bloqueio de internet imposto pelo governo há mais de oito semanas. A economia do país também foi severamente afetada, resultando em perda de empregos e aumento da pobreza.

O povo libanês

O povo libanês tem sido afetado pelo conflito entre o Hezbollah, grupo militante apoiado pelo Irã, e Israel por décadas. Um frágil cessar-fogo estava em vigor até fevereiro, quando Israel matou o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, levando o Hezbollah a disparar contra Israel.

Israel retaliou com uma série de ataques aéreos, resultando na morte de mais de 2.500 pessoas no Líbano desde o início das operações em 2 de março, conforme informou o Ministério da Saúde libanês.

Israel afirmou que as 600 mil pessoas deslocadas no sul do Líbano não poderão retornar às suas casas até que o Hezbollah cesse suas ameaças ao norte de Israel.

Os países do Golfo

Os países do Golfo têm sido profundamente impactados por uma guerra que tentaram evitar. Os Emirados Árabes Unidos foram os mais atingidos, sendo alvo de mísseis e drones iranianos. Embora a maioria tenha sido interceptada, os danos já ameaçam o status dos Emirados como um centro regional de negócios.

O impacto também se estende ao Iraque, Catar e Kuwait, que dependem de rotas marítimas para suas exportações. O FMI reduziu suas previsões de crescimento econômico para esses países, prevendo uma contração em suas economias este ano.

O povo americano

A guerra também tem um impacto direto nos cidadãos americanos, que enfrentam aumento nos preços da gasolina, passagens aéreas e serviços. A inflação anual subiu para 3,3% em março, em comparação com 2,4% em fevereiro. O sentimento do consumidor está em queda, e a situação econômica dos EUA não é favorável, com uma dependência significativa do petróleo e um subinvestimento em energias renováveis.

A Economia Global e os Consumidores

Os consumidores em todo o mundo estão enfrentando os efeitos da guerra, especialmente na Ásia, onde muitos países dependem de importações de petróleo. Na América Latina, as pessoas lidam com o aumento dos preços de energia e alimentos, enquanto a crise pressiona economias fragilizadas na África.

O Banco Central Europeu alertou sobre um “choque importante”. O FMI revisou suas previsões de inflação global, agora esperando um aumento de 4,4% este ano, em vez de uma desaceleração.

Donald Trump

Trump fez uma aposta significativa ao prometer uma guerra curta para acabar com as ameaças do Irã, mas esses objetivos ainda não foram alcançados. A guerra nunca foi popular nos EUA, e quanto mais se prolonga, pior se tornam as pesquisas para Trump.

Atualmente, sua taxa de aprovação está em apenas 37%. A situação econômica e o aumento dos preços da gasolina não ajudam sua administração, e Trump parece perceber que retomar os combates pode ser custoso e ineficaz.

Ganhadores da Guerra até Agora

China

A China, maior importadora de energia do mundo, pode sair fortalecida desse conflito. O país construiu estoques de petróleo e diversificou suas fontes de importação, o que o ajuda a suportar a pressão dos altos preços do petróleo. Além disso, a China pode se beneficiar do dano reputacional que a guerra causou aos EUA, assumindo uma posição de destaque no cenário global.

Autor(a):

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.

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