Maria do Rosário diz que “corrupção dos Bolsonaros” quebra o Brasil em debate sobre a PEC da jornada

A deputada do PT rebateu Julia Zanatta, do PL, que acusou o governo de usar a redução da jornada como estratégia eleitoral.

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Foto: Reprodução

Debate acalorado na Câmara sobre a PEC da jornada de trabalho

Em uma reunião da comissão especial da Câmara dos Deputados, a deputada Maria do Rosário (PT-RS) fez duras críticas, afirmando que “o que quebra o Brasil é a corrupção dos Bolsonaros”. A declaração ocorreu em meio a um debate acalorado, desencadeado por comentários da deputada Julia Zanatta (PL-SC).

Zanatta argumentou que o governo Lula estaria usando a pauta trabalhista como estratégia eleitoral e criticou teorias marxistas e a esquerda. A parlamentar do PL também expressou preocupação com o impacto da redução da jornada no pequeno comércio, alegando que trabalhadores continuariam dependendo de trabalhos informais para complementar seus rendimentos.

Repercussões e contrapontos

Em resposta, Maria do Rosário acusou a direita de evitar discutir os efeitos da proposta sobre os trabalhadores. A deputada do PT criticou as tentativas de emendas que visam ampliar as jornadas de trabalho e adiar mudanças significativas. Ela ressaltou que, enquanto a oposição se concentra em discursos ideológicos, os trabalhadores ainda enfrentam jornadas exaustivas.

Defesa da redução da jornada

Maria do Rosário defendeu a redução da jornada para 40 horas semanais, argumentando que o modelo atual impede que os trabalhadores cuidem de sua saúde, família e responsabilidades domésticas. A deputada enfatizou que “mãe também é gente”, referindo-se à dupla e tripla jornada enfrentada por muitas mulheres brasileiras.

Tecnologia e qualidade de vida

A parlamentar também destacou que os avanços tecnológicos e o aumento da produtividade não foram traduzidos em melhoria da qualidade de vida da população. Para Maria do Rosário, a proposta busca garantir “vida além do trabalho” e corrigir distorções históricas nas relações trabalhistas.

Ela associou o bolsonarismo à corrupção e acusou setores da extrema direita de prejudicar direitos trabalhistas em benefício de interesses políticos.

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