Márcio França diz que Bolsonaro não confiou em Tarcísio para disputar o Planalto
O vice na chapa do candidato Fernando Haddad ao governo de São Paulo, Márcio França (PSB), fez declarações polêmicas nesta segunda-feira (24) sobre o cenário político paulista e as ambições presidenciais dos líderes locais.
França afirmou que nem mesmo ex-presidente Jair Bolsonaro teria dado total confiança no governador Tarcísio de Freitas para lançá-lo à disputa pelo cargo máximo da República em Brasília. As falas ocorreram durante uma sabatina da Jovem Pan, em que ele detalhou os bastidores das relações políticas entre a família Bolsonaro e figuras proeminentes do estado.
Dúvidas familiares minaram candidatura presidencial
Para Márcio França (PSB), o próprio chefe do Executivo paulista não era visto como um nome totalmente livre na corrida nacional por presidente. O vice fez questão de pontuar que há fortes indícios de desconfiança dentro do círculo familiar de Bolsonaro quanto ao potencial político de Tarcísio de Freitas (Republicanos).
“Imagino que o Tarcísio se preparou para ir para Brasília, para ser presidente da República”, declarou França durante a entrevista. “Era o nome mais competitivo que havia naquele campo político, e, por algum motivo, talvez só pelo próprio Jair, a família não confiou nele o suficiente para deixar ele ser candidato”, afirmou.
Análise política: rejeição versus adversidade
O ex-ministro também sugeriu aos telespectadores que os verdadeiros motivos pelos quais houve essa desconfiança do clã Bolsonaro em relação ao governador paulista devem vir à tona naturalmente no decorrer das campanhas. Além das declarações sobre Tarcísio de Freitas (Republicanos), França comparou a situação dos principais nomes políticos e apontou a rejeição como fator decisivo nas eleições.
Segundo o vice na chapa de Haddad (PT), há um esforço do governo estadual para “tentar esconder” laços com militares e figuras ligadas ao capitão da reserva Jair Bolsonaro.
França também citou dados de pesquisas eleitorais: “O Lula tem uma posição mais favorável [em pesquisa] do que o próprio Haddad”, disse na Jovem Pan.
Elogios à rivalidade partidária
Por fim, Márcio França (PSB) reforçou o apoio ao candidato Fernando Haddad. Ao final da sabatina, França reconheceu a força do adversário: “O candidato [ao Palácio] é sempre um bom adversário”, afirmou, classificando o oponente como alguém de perfil “difícil” de enfrentar.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.
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