Manifesto contra CMPC no Guaíba: Especialistas alertam sobre riscos ambientais em Porto Alegre

Manifesto contra CMPC no Guaíba! Especialistas e comunidades protestam contra o “Projeto Natureza” em Porto Alegre. Saiba mais!

10/04/2026 11:04

3 min

Manifesto contra CMPC no Guaíba: Especialistas alertam sobre riscos ambientais em Porto Alegre
(Imagem de reprodução da internet).

Manifesto Contra Ampliação da CMPC às Margens do Guaíba em Porto Alegre

Uma audiência pública realizada na Câmara de Vereadores de Porto Alegre discutiu os impactos socioambientais da possível ampliação da CMPC na região. O evento culminou em um forte protesto coletivo contra a iniciativa da empresa chilena, atuante nos setores de celulose, papel e produtos florestais, nas margens do Guaíba.

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Por volta das 22 horas desta terça-feira, 7, um manifesto foi lido, reunindo a preocupação de diversas lideranças. Estiveram presentes indígenas, quilombolas, acadêmicos, ambientalistas, biólogos e químicos, entre outros especialistas.

Questionamento sobre o “Projeto Natureza”

O documento, que está em fase de redação final, classifica o empreendimento, batizado pela multinacional como “Projeto Natureza”, como sendo de “natureza tóxica”. Pessoas e grupos que compõem o Comitê Técnico de Questionamento do EIA-Rima cobram mais debates públicos sobre a expansão das atividades da companhia.

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Detalhes do Empreendimento Proposto

O projeto da CMPC prevê a construção de uma nova planta industrial em Barra do Ribeiro, além de grandes obras rodoviárias e de dragagem. Tais estruturas visariam facilitar o transporte de produtos químicos, matérias-primas e produtos acabados para os mercados interno e externo.

Transparência e Riscos Ambientais em Debate

A audiência, organizada pelo vereador Alexandre Bublitz (PT) e pelo vereador suplente Paulo Brack (PSol) a pedido do Comitê, apresentou estudos que apontam riscos significativos. Estes riscos afetam o meio ambiente, os modos de vida de comunidades tradicionais, como indígenas, quilombolas e pescadores artesanais, e a saúde geral da população.

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Contrapontos Econômicos e Sociais

As críticas também foram direcionadas ao governo do Estado, à Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) e à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). Os presentes argumentaram que o empreendimento, apresentado como o maior da iniciativa privada no Rio Grande do Sul, está sob pressões econômicas e políticas que impedem total transparência.

Um dado levantado chamou a atenção: o pico de geração de empregos durante a obra seria de apenas três meses. Já os 2.500 empregos inicialmente previstos na operação, segundo novas consultas, não ultrapassariam 1.600, sendo 700 diretos. Isso contrasta drasticamente com os cerca de sete mil pescadores artesanais que podem perder seu sustento devido à poluição do pescado.

Exigências para o Futuro do Guaíba

Os manifestantes entenderam que a realização de novas audiências públicas em todas as áreas afetadas e a consideração de estudos independentes são cruciais para barrar o projeto. Um exemplo recente foi o cancelamento do projeto de mineração de carvão a céu aberto, o Mina Guaíba, da Copelmi Mineração, após seu licenciamento ser anulado judicialmente.

Adicionalmente, o Ministério Público Federal (MPF) recomendou a suspensão das tratativas para o licenciamento do Projeto Natureza, devido à ausência de consulta prévia, livre e informada às comunidades indígenas afetadas.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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