Festival Olhe pra Cima: Veja o acervo de muralismo de Porto Alegre no MACRS!

Festival Olhe pra Cima em Porto Alegre: nova mostra no MACRS reúne acervo de 5 anos! Veja detalhes e artistas em 2026.

10/04/2026 09:16

4 min

Festival Olhe pra Cima: Veja o acervo de muralismo de Porto Alegre no MACRS!
(Imagem de reprodução da internet).

Festival Olhe pra Cima: Celebração do Muralismo em Porto Alegre

Desde 2021, o Festival Olhe pra Cima estabeleceu-se como o pioneiro evento de muralismo e arte pública em Porto Alegre, transformando a cidade em um verdadeiro museu a céu aberto através de suas pinturas. No entanto, a iniciativa traz uma novidade importante a partir desta quinta-feira, dia 9.

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Nova Exposição no MACRS

O evento agora conta com uma exposição na sede do MACRS, situada no Quarto Distrito, na rua Comendador Azevedo, número 256. Esta mostra celebra o projeto, reunindo em um único espaço imagens de todo o acervo do festival, abrangendo os murais e artistas envolvidos nos últimos cinco anos.

Detalhes da Exposição e Acessibilidade

A programação também incorpora ações de acessibilidade, incluindo a audiodescrição dos murais que já foram pintados. A exposição ocupa um antigo bonde da Carris, instalado no pátio do museu, marcando a inauguração deste novo espaço expositivo do MACRS.

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Vinicius Amorim, criador e curador do projeto, ressalta a importância deste momento. Ele afirma que é uma chance única de concentrar o trabalho das cinco edições e apresentar tudo o que foi construído até o momento.

Informações de Visitação e Próximas Etapas

A mostra é gratuita e estará aberta ao público até 9 de maio. Os horários de visitação são de terça a sexta-feira, das 12h às 18h, e aos sábados e domingos, das 10h às 18h.

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O festival promove sua quinta edição com atividades programadas entre janeiro e maio de 2026. Serão pintadas mais seis empenas, totalizando 19 obras em prédios localizados no Centro Histórico, Independência, Floresta e Cidade Baixa, somando mais de 9 mil m² de intervenções artísticas no município.

Artistas e Impacto Artístico

Para esta edição, o Festival Olhe pra Cima convidou artistas como Aline Bispo, Apolo Torres, Gordo Muswieck, Jocelyn Burgos, Lídia Brancher e Renan Santos. Eles transformaram fachadas em avenidas importantes, como Independência, Cristóvão Colombo, Otávio Rocha, Loureiro da Silva, Borges de Medeiros e a rua Jerônimo Coelho, em verdadeiras telas.

Com o apoio de financiamento Pró-Cultura RS – Governo do Estado do RS, patrocínio Tintas Renner by PPG e Budweiser e Budweiser e apoio Elev Energy Drink, o festival concluiu a etapa de pinturas dos murais. O projeto mobiliza cerca de 60 profissionais, incluindo artistas, assistentes, produtores, técnicos, engenheiros e bombeiros, garantindo a segurança em toda a Capital.

O Significado Social da Arte Pública

Cada mural demanda aproximadamente 20 dias para ser concluído, um tempo que varia conforme o clima e a complexidade do desenho. No total, serão utilizados mais de 1.300 litros de tintas e vernizes da marca Tintas Renner by PPG. O objetivo do projeto vai além da revitalização urbana.

“Nossa meta é alcançar o máximo de regiões possíveis ao longo dos anos. Sabemos que essa mudança na paisagem urbana vai para além de revitalizar os prédios, pois traz transformações de impacto social,” declara Amorim. Ele explica que a arte pública estimula o desenvolvimento econômico, cultural e social na comunidade.

O projeto visa resgatar o senso de pertencimento, transformando vias públicas de meras passagens em espaços de arte, reflexão e beleza. Adriana Boff, diretora do MAC, enfatiza que leis de fomento são vitais para que projetos artísticos de grande impacto ganhem vida e alcance público.

A Arte como Motor de Transformação Comunitária

Em ações sociais anteriores, o festival já atuou em locais como o Território Ilhota e a fachada da Casa de Acolhimento Mulheres Mirabal. Em 2024, o bairro Sarandi recebeu uma intervenção artística coletiva, realizada por 10 artistas e o Coletivo Abrigo.

O Coletivo Abrigo idealizou o projeto Viva Elizabeth: Diálogos que transformam a vila, que transformou uma rota turística de graffiti na periferia em uma galeria vibrante. Essa iniciativa descentraliza investimentos culturais e celebra a identidade local.

Para a edição 2025/2026, o Olhe Pra Cima retorna ao Sarandi com mais uma ação que reunirá 10 artistas. Os interessados devem se inscrever no site do projeto. Os selecionados receberão um cachê de R$ 1.200 e desenvolverão uma obra conjunta para integrar o tour.

As inscrições para esta convocatória se encerram em 20 de abril.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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