Greve na USP: Trabalhadores e estudantes exigem reajustes e mais igualdade no campus

Greve na USP: funcionários e estudantes exigem reajustes salariais e melhorias. Saiba o que foi votado e as pautas que movimentam o campus!

14/04/2026 09:43

2 min

Greve na USP: Trabalhadores e estudantes exigem reajustes e mais igualdade no campus
(Imagem de reprodução da internet).

Trabalhadores e Estudantes da USP Iniciam Greve por Melhorias e Reajustes Salariais

Técnicos e funcionários administrativos da Universidade de São Paulo (USP) iniciaram um movimento de paralisação a partir desta terça-feira, dia 14. A greve, de caráter indeterminado, conta com o apoio dos estudantes, que também votaram pela paralisação em pelo menos 13 cursos de graduação.

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As principais reivindicações dos funcionários visam a reposição das perdas salariais acumuladas e a melhoria das condições de trabalho, especialmente para os terceirizados. Além disso, a assembleia que definiu o movimento levantou a questão da isonomia salarial com o corpo docente.

Demandas Salariais e de Condições de Trabalho

O Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) pleiteia a incorporação fixa de R$ 1.600 aos salários. Segundo a organização sindical, o valor adicional aprovado recentemente pela reitoria, destinado apenas aos professores, “ataca a isonomia e agrava a desigualdade na universidade”.

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Igualdade e Reajustes

Outros pontos de cobrança incluem a igualdade de tratamento em relação aos docentes no que tange à compensação de horas chamadas de “ponte” e no período de recesso de fim de ano. Os trabalhadores também exigem um reajuste salarial de 14,5%, visando cobrir as perdas acumuladas desde 2012.

Essa pauta de reajuste ecoa em outras instituições estaduais, como a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp), onde funcionários também reivindicam ajustes semelhantes.

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Questões dos Estudantes e Impacto no Campus

Para os estudantes, a assembleia do Sintusp incorporou diversas pautas. Entre elas, estão melhorias na permanência no campus, nas condições de estudo, a implementação de um bilhete único especial, e a elevação da qualidade dos restaurantes universitários.

A autonomia dos espaços estudantis também é um ponto de grande debate entre o movimento estudantil da USP. Os alunos realizaram mais de 40 assembleias para discutir esses temas no ambiente universitário.

Ações Recentes e Protestos

Até o momento, 13 cursos aderiram formalmente à greve. O Diretório Central dos Estudantes (DCE) emitiu uma nota assinada por 75 entidades, protestando contra uma portaria da universidade que restringe o uso de espaços por centros acadêmicos.

Em um movimento anterior, no final de março, cerca de 2 mil trabalhadores da USP realizaram uma paralisação e organizaram um ato em frente à reitoria durante uma reunião do Conselho Universitário.

Perspectivas do Movimento

O movimento demonstra uma frente unida entre funcionários e estudantes, cobrando não apenas melhorias financeiras, mas também o reconhecimento de direitos trabalhistas e a garantia de um ambiente acadêmico mais equitativo e funcional para todos os envolvidos.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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