Maioria do TSE rejeita avatar digital em propaganda, e regras sobre deepfake ficam para depois

TSE impede avatares digitais e combate fake news com risco de deepfake nas eleições de 2026.

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Fiasco na ‘Band’ prova a decadência dos debates | Direto da Redação, 24/08/2026 | Foto: CartaCapital
Fiasco na ‘Band’ prova a decadência dos debates | Direto da Reda...
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O uso de inteligência artificial em campanhas políticas, especialmente para simular apoios e falas, gerou uma crise no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às vésperas da eleição de outubro.

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por meio da divergência entre seus ministros sobre o uso desses recursos digitais — os chamados deepfakes—, viu seu processo regulatório paralisar. O presidente Kassio Nunes Marques tentou validar peças publicitárias envolvendo um avatar digital ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro; contudo, a manobra sofreu revés em plenário virtual contra votos dos pares.

Paralisação Regulatória e Deepfake no TSE

Derrotado pela maioria, Nunes Marques recuou do julgamento, segundo o programa Direto da Redação, de Leonardo Miazzo, da CartaCapital. O adiamento deixa sem regras claras o uso dessas tecnologias às vésperas do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV.

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Segundo a repórter Maiara Marinho, em Brasília, Nunes Marques tenta construir um consenso com os colegas depois da rejeição no plenário virtual.

Nesse contexto de incerteza legal, quatro ministros — Antônio Carlos Ferreira, Estela Aranha, Ricardo Vilas Boas Cueva e Floriano Peixoto — votaram pela proibição expressa dessas simulações inautênticas. Eles argumentam que permitir o uso da inteligência artificial para replicar terceiros desequilibra profundamente as regras do jogo democrático.

O esvaziamento dos debates na TV

Enquanto o tribunal adia a decisão, outras frentes da campanha mostram desgaste, dos debates na TV aos palanques em eventos como a Festa do Peão de Barretos.

Um exemplo gritante foi o primeiro debate presidencial realizado pela Rede Bandeirantes, evento marcado por um vácuo notório. O encontro contou com apenas candidatos ligados à expressão marginal nas pesquisas e intenções de voto —Augusto Cury, Ronaldo Caiado e Renan Santos. Lula e Flávio Bolsonaro já haviam antecipado suas ausências.

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Da Festa do Peão ao Foco nos Índices de Rejeição

Sem palanque próprio para mobilizar multidões, a extrema direita buscou espaço na Festa do Peão de Barretos. Lá, Flávio Bolsonaro subiu ao palco principal com Tarcísio de Freitas, apresentado pelo locutor Cuiabano Lima.

Enquanto isso, o campo governista tenta administrar o desgaste com dossiês. O QG da campanha reeleitoral de Lula monitora atentamente os vazamentos fragmentados relacionados ao chamado “Caso Lulinha”.

Os materiais envolvem conversas entre Fábio Luís Lula da Silva e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, intermediadas pela lobista Roberta Luchsinger.

O Contraste Ético no Debate

A exploração midiática desses áudios promoveu um ressurgimento momentâneo do sentimento antipetista, mas a coordenação política trabalha para contrabalancear o desgaste. Para isso, articula trazer novamente à tona os escândalos envolvendo tanto Banco Master quanto o filme Dark Horse.

Lideranças governistas enviaram ofícios à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal cobrando agilidade na apuração dos repasses milionários que Flávio Bolsonaro pediu a Daniel Vorcaro.

O Padrão da Leniência Política

Analistas apontam uma disparidade no tratamento dado às representações das campanhas, sugerindo um padrão histórico. Segundo eles, a leniência lembra 2018, quando notícias falsas circularam livremente.

O programa também abordou as regras das emissoras para os debates; o Missão, partido de Renan Santos, não tem os cinco parlamentares exigidos pela lei para participação obrigatória.

Em resumo, a disputa política se consolida em um embate puramente moldado pelos índices de rejeição das candidaturas. O campo governista usa o contraste ético — enquanto Lula defende rigorosas investigações sobre desvios familiares; Bolsonaro interferiu na cúpula da Polícia Federal em 2020 contra Sérgio Moro— para manter sua narrativa centralizada nos procedimentos e nas suspeitas financeiras.

A cobertura do Direto da Redação ocorre semanalmente às 17h no canal Carta Capital.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.

A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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