Maior tesouro viking da Noruega tem quase 3 mil moedas de prata

Uma descoberta na Noruega revelou o maior tesouro de moedas da Era Viking já encontrado no país: 2.970 moedas de prata enterradas numa fazenda perto de Rena, no leste norueguês.
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O conjunto reúne peças cunhadas por diferentes reinos europeus, e as escavações continuam para verificar se há mais objetos enterrados nas proximidades da fazenda Mørstad.
Como o tesouro foi encontrado
A história começou em 10 de abril de 2026, quando dois detectoristas amadores encontraram um primeiro grupo de 19 moedas na propriedade rural. Eles comunicaram imediatamente o achado às autoridades do condado de Innlandet.
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No dia seguinte, especialistas chegaram ao local para proteger o contexto arqueológico dos objetos. A arqueóloga May-Tove Smiseth relatou que os detectores emitiram sinais quase sem parar.
“Os apitos não paravam”, descreveu ela ao site Science Norway, contando como centenas e depois milhares de moedas começaram a surgir.
Origem histórica: moedas europeias em transição
As 2.970 unidades de prata encontradas são provenientes, segundo especialistas, tanto da Inglaterra quanto da Alemanha e Dinamarca, além das próprias cunhagens norueguesas do período viking. O Museu de História Cultural de Oslo identificou exemplares ligados diretamente à política dos séculos X ao XI.
Entre os governantes retratados estão Etelredo II, da Inglaterra, Canuto, o Grande, Oto III, do Sacro Império, e Harald Hardrada, da Noruega. Além das moedas, foram encontrados fragmentos de joias de prata, que também serviam como meio de pagamento.
Os pesquisadores estimam que o conjunto foi enterrado no fim da década de 1040. Esse período é crucial porque marcou uma transição econômica importante: as moedas locais norueguesas começavam a ganhar força junto à prata importada.
A riqueza pode ter vindo do comércio
Embora tesouros vikings sejam frequentemente associados a saques, os arqueólogos apontam outra possível origem para a fortuna de Mørstad. Jostein Bergstøl, especialista do Museu de História Cultural, explicou que a região teve intensa produção e exportação de ferro entre o ano 900 e o fim do século XIII.
“É possível que essa grande quantidade de prata represente o pagamento acumulado por toda uma atividade comercial”, sugeriu ele.
As condições ambientais também foram determinantes para preservar as moedas durante quase mil anos sob o solo pantanoso onde estavam enterradas originalmente. Os trabalhos continuam visando descobrir se há outros depósitos ou sinais de assentamentos próximos à fazenda Mørstad em Rena.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.
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