Lulinha: PF reúne apurações sobre tráfico de influência em um único inquérito no STF

A PF pediu ao STF mais 60 dias de investigação; a defesa do filho de Lula acusa “pesca probatória” e a lobista Roberta Luchsinger está no centro do caso.

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Fábio Luis Lula da Silva (Lulinha), filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Fábio Luis Lula da Silva (Lulinha), filho do presidente da Repúb...
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A Polícia Federal reuniu em um único inquérito todas as informações ligadas a Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, investigado por suposto tráfico de influência no governo federal. A estratégia busca dar mais velocidade às apurações, que correm sob relatoria do Supremo Tribunal Federal.

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Além de unificar os processos, a PF pediu ao STF a prorrogação do prazo de 60 dias para seguir com as investigações. A defesa de Lulinha reagiu e acusa a corporação de fazer “pesca probatória”.

PF unifica apurações no “caso Lulinha”

“Como as informações estavam meio jogadas, a PF diz que agrupou tudo em um caso só, o caso Lulinha”, afirmou o analista de segurança pública Elijonas Maia no Live CNN da quarta-feira (21).

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Segundo o analista, os casos do INSS e do Master estão travados em um limbo jurídico. Já os inquéritos sobre suposto tráfico de influência, distribuídos entre os ministros André Mendonça e Flávio Dino, não enfrentam o mesmo entrave.

As investigações nasceram do inquérito sobre descontos associativos irregulares aplicados a aposentados e pensionistas do INSS. Com dados obtidos naquele processo, incluindo a quebra de sigilo de Lulinha e mensagens encontradas nas diligências, a PF juntou novos elementos e abriu apurações separadas no STF.

Lobista e “careca do INSS” estão no centro da investigação

Um dos pontos centrais é a empresária Roberta Luchsinger, apontada pela PF como lobista que teria atuado para garantir contratos no governo federal para seu grupo e para Lulinha. De acordo com as apurações, caberia ao filho do presidente “abrir portas” para esse grupo.

Entre os supostos beneficiados estaria Antônio Camilo Antunes, o “careca do INSS”. O empresário teria mantido com Lulinha parceria em uma empresa de produtos à base de cannabis, e os dois teriam feito viagens juntos, incluindo uma a Portugal.

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A PF já havia pedido ao seu setor de inteligência um levantamento completo das viagens de Lulinha com Antônio Camilo Antunes, com dados sobre pagamentos, hospedagens e movimentações financeiras. O trabalho correria em paralelo à análise da conta bancária de Lulinha, cuja quebra de sigilo foi autorizada pelo STF no início do ano.

O foco sobre Lulinha surgiu quando uma testemunha disse à Polícia Federal que ele teria recebido uma mesada de R$ 300 mil de Antônio Camilo Antunes, por intermédio de Roberta Luchsinger.

Defesa fala em “fishing expedition”

Em nota, a defesa de Lulinha classificou as novas medidas pedidas pela PF como “a mais clara e genuína expressão do fishing expedition”.

“É pesca probatória, você tentar buscar alguma prova em uma situação que já está aberta, mas que não tem nada, segundo a avaliação dos advogados”, explicou Elijonas.

Os advogados sustentam ainda que, mesmo após a quebra de sigilo, nada foi encontrado que justifique a continuidade das investigações. O pedido de prorrogação aguarda análise do STF.

A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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