Lula x Flávio: eleição de 2026 anda de lado na Quaest, mas detalhes já mostram movimento

Próximas pesquisas dirão se oscilações viram tendência, diz Fábio Vasconcellos; indecisos se dividem entre empreendedorismo e carteira assinada.

2 min

Urna

A disputa presidencial de 2026 “está andando de lado”, segundo o cientista político Fábio Vasconcellos, professor da Uerj e da PUC-Rio. Em entrevista ao WW, ele citou os números agregados da Quaest para dizer que as intenções de voto não registram variações significativas.

A estabilidade, porém, é só aparente. Quando se olha para dentro dos levantamentos, segundo o especialista, já dá para notar movimentações relevantes, ainda que discretas. “As mudanças são muito marginais”, afirmou.

Mudanças internas aparecem antes nos números gerais

Vasconcellos explicou que, em eleições muito acirradas e com campos bem definidos, as alterações costumam surgir primeiro no detalhamento das pesquisas. Só depois elas chegam às intenções de voto propriamente ditas.

Por isso, na avaliação dele, os próximos levantamentos serão decisivos. São eles que vão mostrar se as variações observadas formam uma tendência consistente ou se não passam de oscilações dentro da margem de erro.

Indecisos se dividem sobre o que é “melhorar de vida”

O professor também comentou a pesquisa Meio Ideia sobre o perfil do eleitor indeciso no segundo turno da eleição presidencial de 2026. O estudo aponta uma divisão clara na forma como esse público entende a ideia de “melhorar de vida”.

Para Vasconcellos, essa cisão espelha as bases dos dois candidatos. Quem tem afinidade com o empreendedorismo tende a preferir Flávio. Já quem valoriza a carteira de trabalho e a estabilidade no emprego se inclina para Lula.

Lula e Flávio buscam o eleitorado do adversário

Segundo o cientista político, os dois candidatos passaram a acenar ao campo rival no segundo turno. Lula ampliou o diálogo com o segmento empreendedor e anunciou, por exemplo, medidas de redução e cancelamento de dívidas de microempreendedores individuais (MEIs).

Leia também

Flávio, por sua vez, reforçou o discurso sobre políticas sociais. “Esse é o fenômeno do segundo turno: as campanhas tendem ao centro, tendem a observar mais o que tem dentro da base do eleitor adversário com quem podem dialogar”, disse Vasconcellos.

A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para contato@cliquefatos.com.br.