Lula e Trump se reúnem na Casa Branca em busca de diálogo

Encontro em 7 de maio foi o terceiro entre os dois e teve tarifas, minerais críticos e crime organizado na pauta.

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Foto: Reprodução
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Lula e Trump se Reúnem na Casa Branca em Tentativa de Desarmar Tensão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontrou na quinta-feira, 7 de maio de 2026, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington, 68 dias após o início da guerra no Irã, que teve seu marco inicial em 28 de fevereiro.

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O encontro marca o terceiro entre os dois líderes desde o início da gestão de Trump, buscando reativar um diálogo que se deteriorou nos últimos meses.

Histórico de Encontros e Críticas

Em setembro de 2025, após um breve encontro na Assembleia Geral da ONU, Trump descreveu a interação como tendo uma “química excelente”. No mês seguinte, os dois se reuniram na Malásia, um encontro considerado amigável, porém sem o resultado esperado de revogar as tarifas de 50% impostas pelos EUA ao Brasil.

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Desde então, Lula tem feito ao menos 21 críticas públicas a Trump, abrangendo temas como a guerra no Irã, multilateralismo, o sistema Pix, Cuba e questões relacionadas ao comércio.

O petista tem adotado uma postura mais cautelosa em relação ao presidente americano, especialmente após o início do conflito no Irã, onde o republicano passou a ser visto como um símbolo de unilateralismo e decisões tomadas sem o envolvimento de organismos multilaterais.

Em diversas ocasiões, Lula expressou sua insatisfação, afirmando que o americano “não foi eleito imperador do mundo” e que os EUA “jogam errado”, reiterando que o Brasil não toleraria pressões sobre temas internos, como o Pix.

Agenda da Reunião

A reunião buscava transformar a relação em uma negociação direta. A pauta oficial previa temas como tarifas, investigação comercial pela Seção 301, minerais críticos, terras raras e cooperação contra o crime organizado.

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Embora a guerra no Irã não estivesse na pauta oficial, o assunto poderia ser discutido informalmente. A comitiva brasileira, liderada por Lula, incluiu cinco ministros e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

O objetivo da comitiva brasileira era avançar em temas econômicos e de segurança, apesar do desgaste acumulado desde o início da guerra no Irã. As críticas de Lula a Trump se concentraram, principalmente, após sua viagem à Europa, em abril de 2026, onde elogiou o governo espanhol por impedir a entrada de aviões americanos com destino ao Irã, e criticou guerras, o bloqueio a Cuba e a lógica de poder dos EUA.

A reunião marcou um momento importante na tentativa de redefinir a relação entre os dois países, marcada por tensões e divergências desde o início da guerra no Irã.

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