Lula fala em responsabilidade fiscal e Faria Lima resgata frase de setembro sobre superávit primário

Pronunciamento previsto para domingo (8) deve reforçar sinais ao mercado, mas sem medidas concretas.

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O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, discursa durante as comemorações de seu aniversário no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, em Brasília, em 27 de outubro de 2026 | Foto: AFP
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, discursa dura...
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Mesmo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmando que o Brasil precisa manter a responsabilidade fiscal, o setor financeiro segue desconfiado. O pronunciamento previsto para o domingo (8) deve reforçar sinais ao mercado, mas sem medidas concretas de responsabilidade fiscal para o quarto mandato.

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Horas depois de encerrar um encontro com economistas, Lula disse publicamente que o país precisa de responsabilidade fiscal. A declaração, porém, não tranquilizou os investidores. O mercado relacionou a fala às sinalizações recentes do governo e ao perfil dos conselheiros chamados para discutir o ajuste fiscal e a situação do orçamento.

Crítica antiga às metas fiscais volta à pauta

Investidores lembram que, em setembro, quando disputava a reeleição em Curitiba (PR), Lula criticou abertamente as metas fiscais. Na ocasião, ele afirmou: “É preciso acabar com essa babaquice de fazer superávit primário, de ter controle fiscal”.

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A frase ganhou nova circulação na Faria Lima no momento em que o mercado examinou a lista de convidados do encontro sobre ajustes fiscais promovido pelo presidente.

Escolha dos economistas pesa na leitura do mercado

Para o mercado, a formação do grupo da reunião de diagnóstico orçamentário reafirma a resistência do governo a limites de gastos. Os investidores viram nos nomes selecionados pareceres favoráveis a cortes mais brandos e à flexibilização do superávit.

Na avaliação desse público, o presidente volta a levantar dúvidas sobre a implementação efetiva de medidas de ajuste. A distância entre o discurso recente e as escolhas operacionais, de acordo com o mercado, mantém o setor em estado de alerta, e o quarto mandato segue sob essa vigilância.

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